Velozes e Furiosos 5
O Brasil está na moda nas produções de Hollywood. Nunca na história do cinema o nosso país esteve tão presente nas grandes produções cinematográficas. É claro que nessa história toda tem os pontos positivos e negativos. Depende do ponto de vista de cada um. Mostrar as belezas brasileiras ao mundo e divulgar o que temos de bom para outros países usando a sétima arte é uma ótima campanha publicitária para um país que se considera em amplo desenvolvimento. Mas muitas vezes as coisas ruins que existem aqui são escancaradas nas telonas.
Para começar a maioria das locações usadas nestes filmes são as favelas do Rio de Janeiro. E nessa hora exploram a miséria, a falta de incentivo do governo e a violência. O Incrível Hulk foge do exército e vem se esconder na Rocinha, Silvester Stallone vem explodir o Brasil e diz que ganha um macaco e no próprio filme “Rio”, do brasileiro Carlos Saldanha, os miquinhos da Urca são ladrões de relógios e joias. Isso seria queimar o filme do nosso país ou relatar apenas a verdade que nós conhecemos bem?
Não quero entrar nesse mérito, mas “Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio” também usa a cidade maravilhosa como cenário para a trama. Também mostra as favelas, a violência, a corrupção, o tráfico de drogas. E para piorar em um dos diálogos o agente Luke Hobbs (Dwayne Johnson) ao tentar prender Doominic Toretto (Vin Diesel) recebe a seguinte resposta do protagonista “você acha que está nos Estados Unidos, está longe de casa. Aqui é o Brasil” abrindo os braços no momento em que surgem diversos marginais armados até os dentes que cercam toda a polícia e os manda embora para casa! O que ele quis dizer com isso? Que aqui quem manda são os bandidos? Que aqui a polícia está em desvantagem o que não acontece lá fora? É apenas outra reflexão.
Mas tirando isso, o filme é o melhor da franquia pois é carregado de ótimos efeitos especiais, com um roteiro mais consistente e detalhado e com ação do início ao fim, o que nos prende a atenção nos deixando tensos na maior parte da projeção. A impressão que temos é que desta vez não pouparam grana nas cenas de perseguições, explosões e tiroteios. Os últimos minutos de filme são de deixar qualquer um com os olhos vidrados na tela e agarrado aos braços da poltrona. Tudo isso vem regrado a exageros e mentiras, mas que faz parte da maioria de filmes desse gênero.
A franquia cresceu e se tornou mais ação do que corrida de automóveis e mulheres seminuas. O roteiro mostra a perseguição policial em cima de um grupo de fugitivos que por sua vez brigam com um político corrupto brasileiro “dono do morro” e que vira alvo dos dois grupos. A trama é mais inteligente, já que substituiu o simples objetivo de “apenas correr em alta velocidade sem sentido” por “correr em alta velocidade para aplicar um verdadeiro golpe de mestre”. A direção de Justin Lin é boa. Ele consegue nos mostrar ângulos diferentes e inovadores das principais cenas de aventura do filme.
Nota 7
Por Kelson Venâncio
Comentários 0