X-Men – Primeira Classe
Sempre digo que no mundo do cinema grandes expectativas podem trazer grandes frustrações. Certamente você já deve ter lido isso em minhas críticas. Mas e quando acontece exatamente o contrário? É o caso de X-Men Primeira Classe. Desde as primeiras notícias, cartazes e trailers desse filme eu não dava quase nada por ele e pelo fato de o elenco ser formado por muitos atores pouco conhecidos e jovens, acreditei que essa produção seria uma versão “teen” dos mutantes mais famosos das HQ’s. Pois para minha felicidade, me enganei completamente. Esse é sem dúvida melhor que X-Men 1 e 2 e Wolverine. E chega ao nível de X-Men 3 – O Confronto Final.
First Class acompanha o início épico da saga X-Men nos anos 1960 e revela uma história secreta de famosos eventos globais. Antes que os mutantes se revelassem ao mundo, e antes de Charles Xavier (James McAvoy) e Erik Lehnsherr (Michael Fassbender) adotarem os nomes Professor X e Magneto, eles eram dois jovens descobrindo seus poderes pela primeira vez. No começo, não eram rivais, mas amigos próximos, trabalhando juntos com outros mutantes para impedir o fim do mundo. No processo, uma grave cisão entre os dois se inicia, o que dá início à eterna guerra entre a Irmandade de Magneto e os X-Men do Professor X.
O principal sucesso desse filme se deve ao roteiro muito consistente que é a melhor história já contada sobre os X-Men. Os detalhes da origem desses mutantes, como eles descobrem e acostumam com seus poderes, como se relacionam entre si e posteriormente com os humanos, como entram para a “primeira classe” do Professor X, como surge a rivalidade entre Charles e Erik. Enfim tudo é muito bem detalhadamente contado e assim assistimos a um filme que nos tira todas as dúvidas que tínhamos curiosidade nos outros X-Men. Além disso, foi muito sábia a escolha de incluir no roteiro a crise dos mísseis cubanos e a rivalidade entre EUA e a União Soviética. O filme nos mostra inclusive imagens antigas e possivelmente reais das autoridades da época, inclusive o presidente dos Estados Unidos John Kennedy, como se ele fizesse parte da produção.
É muito interessante ver como Erick Magneto vai para o lado do mal e com ele arrasta alguns mutantes que até então eram os mocinhos, como é o caso da Mística. Bacana também ver como o cientista Hank McCoy se torna o Fera, como os alunos são recrutados, como o Charles Xavier fica paraplégico. E até mesmo a pequena participação do mutante mais conhecido dos X-Men é fantástica.
Com relação aos efeitos especiais, aqui eles são tratados na medida certa. São muito bons, mas sem exageros. Quando “Magneto” usa seu poder por exemplo levantando as mãos para mover ou destruir objetos de metais, temos a sensação que é realmente ele que está fazendo aquilo. Por parte dos vilões desta produção, os efeitos chegam a ser melhores, já que pelo filme, essa turma já sabe usar os poderes mutantes.
Já as interpretações são ótimas. Mesmo sendo um elenco jovem, todos os atores conseguem se superar nos papéis que receberam. Mas é claro que temos alguns destaques. James McAvoy faz do Professor X um garoto inteligente que vai se destacando aos poucos e amadurecendo muito ao longo da projeção até se tornar o líder dos X-Men. Michael Fassbender é uma das grandes revelações deste filme e faz de Erick Magneto o personagem mais curioso e interessante de todos. O veterano Kevin Bacon faz uma de suas melhores atuações fazendo o malvado da produção. Jennifer Lawrence, indicada ao Oscar 2011 de Melhor Atriz por o Inverno da Alma, repete aqui a boa atuação daquele filme e faz de Mística, uma mulher realmente misteriosa e consegue dar base para que este personagem seja mesmo um dos mais destacados na história dos X-Men. E claro que não podia deixar de elogiar a ótima direção de Matthew Vaughn.
É uma pena que esse filme não deve ter continuações, já que elas já foram feitas no passado. Mas deve ser interessante agora assistirmos novamente os outros filmes. Com certeza depois de “A Primeira Classe” eles devem ficar bem melhores também!
Nota 10
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Rafael Skywriter disse:10/06/11 20:06
Ficou me Devendo a Critica de THOR Kelson, que a proposito também pertence a MARVEL COMICS!
Vou assistir o filme eu estava com o mesmo receio, mas agora vou assistir de boa!!
Teria como Fazer a Critica do filme : Priest??
Grato!
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Flávio Heron disse:08/07/11 10:51
Os comentários descrevem bem o filme. Previsível pra franquia, tão respeitada e adorada pelos fãn, que não admitiria alterações ou que fosse inventado algo destoante. Não concordo quando critica os atores novos. Acho ultrapassado usar o esterótipo das estrelas carimbadas. Viva o ‘Estrelando!’
Comentários (2)