Os Pinguins do Papai
Quando se assiste ao trailer do filme “Os Pinguins do Papai” temos a impressão de que esta produção é ruim e boba já que a prévia nos mostra um punhado de animaizinhos do Pólo Norte seguindo seu dono por toda parte. E o roteiro do filme não vai muito além disso. Mas o ponto positivo é que mesmo sendo simples a história, ela agrada porque tem elementos que deixam o público satisfeito com o que se passa na telona.
O principal é ter Jim Carrey como protagonista. Sempre fui fã desse ator, que ao longo de sua carreira amadureceu e provou ao mundo que não é apenas um profissional de caras e bocas que só sabe fazer piadas. Neste filme ele interpreta uma espécie de corretor imobiliário com a difícil missão de comprar um restaurante tradicional situado no Central Park em Nova York. Divorciado e sem tempo para os filhos, que o acham chato, ele se vê em uma situação de solidão. E tudo muda com a herança de seu pai: os pinguins que chegam em caixas de madeira e são bichinhos diferentes dos usuais. São inteligentíssimos e em muitas situações se comportam mesmo como se fossem bem adestrados. Jim Carrey faz de seu personagem alguém curioso, que descobre nas coisas simples da vida (no caso sua relação com os pinguins), uma maneira de viver melhor, de dar mais valor às pessoas que o cercam, como seus filhos.
Bobinho? Parece…mas o roteiro apesar de simples, nos traz uma história bonita e agradável e até com uma lição de moral, clichê, mas legal. Justamente os pinguins são engraçados. Exagerados, mas engraçados. Eles se envolvem em situações inusitadas e atrapalhadas que deixam seu dono constrangido inúmeras vezes. Ninguém merece ver esses pinguins soltando flatulências na banheira dentro d’água como se fossem o Shrek, é desnecessário. E eu nunca vi uma torneira de uma banheira de hidromassagem encher um banheiro inteiro de água “até a tampa” com uma porta sem nenhuma brecha para vazar essa água. Exagero extremo.
O bom desse filme é a valorização da família. Não tenho filhos, mas acredito que para os pais deve ser muito bom levar a criançada ao cinema para assistir uma produção dessas. O longa pode até não ser lá essas coisas para os adultos, mas só de ver seus filhos dando gargalhadas e achando aquilo o máximo, com certeza já deve ter valido a pena. E depois que você sai da sala de projeção vem a vontade comprar um pinguim de estimação. Exagero? Um cachorrinho seria melhor.
Nota 6
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Lenita - (leninha) disse:16/07/11 10:30
Kelson Venâncio, parabéns! Adorei! Gostaria de dizer que eu tenho o Picolino e o Pinguim. São os meus filhotes queridos. Tudo o que eu faço é pensando neles, e eles só me trazem alegrias, felicidades, você nem imagina o quanto eles são importantes em minha vida! Graças a Deus! Abços.
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