Noite de Ano Novo
“Noite de Ano Novo” é mais uma daquelas superproduções que foram criadas apenas para aproveitar o clima de fim de ano para lucrar muito nas bilheterias. Da mesma forma que acontece com as inúmeras fábulas comerciais que existem em torno do Natal, que a cada ano se torna mais lucrativo e menos espiritual, religioso. Nesse caso o grande chamativo começa no trailer que mostra diversas cenas da noite da virada na Time Square, em Nova York, ao som de músicas envolventes e mostrando um batalhão de atores renomados de Hollywood.
E é por esse elenco estelar que eu começo a análise deste filme. A comédia é dirigida pelo veterano Garry Marshall que em seu outro filme “Idas e Vindas do Amor” já tinha apostado nessa fórmula de reunir em uma única produção diversos nomes famosos do cinema. E parece que deu certo, pois ele repete a mesma receita. E apesar dessa iniciativa no início parecer ótima, prejudica o desenvolvimento do roteiro, que já não é dos melhores.
A história é bem simples. O filme celebra o amor, a esperança, o perdão, uma segunda chance e um novo começo, no entrelaçamento de histórias de casais e solteiros, em meio à pulsação e promessas da cidade de Nova York, na noite mais deslumbrante do ano. A premissa parece boa. Um bando de gente se preparando para a contagem regressiva e é claro que em meio a essa preparação somos apresentados a diversas historinhas picotadas.
É ai que está o grande problema do filme. São muitos atores conhecidos, num total de 18, disputando os 118 minutos de projeção. Resultado: de cinco em cinco minutos temos uma historinha diferente e de pessoas que, na maioria dos casos, não têm nada umas com as outras. E como consequência não dá tempo de nos apegarmos com nenhum dos personagens.
Por causa disso, o filme se torna cansativo até um pouco mais da metade porque não conseguimos manter uma relação com as histórias e nem com os personagens. Mas no terceiro ato, as coisas melhoram um pouco com o tão aguardado momento da contagem regressiva. E o final é daquele jeito… bem clichê. Mas agrada já que tudo termina bem e como estamos no clima de festas, é esse o fim que esperamos de um filme com esse objetivo.
Um dos grandes pontos positivos do longa é a ótima trilha sonora. As músicas são boas e deixam as diversas situações contadas no filme melhores já que, como disse anteriormente, o roteiro não ajuda. Mas da próxima, bem que o diretor Garry Marshall poderia mudar a fórmula e tentar algo novo. Essa receita já venceu!
Nota 5
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