Battleship – A Batalha Dos Mares
Um bando de alienígenas invade a terra e domina os humanos com facilidade. E tudo por que estes ETs possuem uma tecnologia infinitamente mais avançada que a nossa. Com um armamento pesadíssimo e uma força bélica de outro planeta eles destroem prédios, ruas, aviões e navios em poucos segundos. Mas diante de tudo isso adivinha quem ganha no final?
Com essa história batida e repetida dezenas de vezes no cinema, o novo filme com a marca Hasbro (a mesma de Transformers) foi mal recebido pelos críticos. O “Rotten Tomatoes” deu ao longa uma pontuação de 36% de aprovação baseado em opiniões de 162 críticos especializados. Mas independentemente da opinião dos especialistas, a verdade é que “Battleship – A Batalha dos Mares” tem atraído um público grande, se tornando uma produção rentável.
Isso significa que muitas pessoas adoram ver filmes que fogem do estilo “cult” e vão ao cinema para conferir blockbusters com histórias fracas, mas cheios de ação e efeitos especiais. É um público que busca apenas entretenimento, um simples momento de diversão.
Baseado no jogo de tabuleiro Batalha Naval, criado por Milton Bradley em 1931, Batleship conta a história de Alex Hopper (Taylor Kitsch), um oficial naval do navio USS John Paul Jones, comandado pelo almirante Shane (Liam Neeson). Alex é noivo de Sam (Brooklyn Decker), filha de Shane, apesar de não ser bem visto pelo sogro. Em alto mar, eles precisam unir forças com a tripulação do navio USS Samson, comandado pelo irmão mais velho de Alex, ao encontrar uma força alienígena desconhecida que ameaça a existência da humanidade. Um grupo de cientistas, comandados por Cal Zapata, e de especialistas em armas, como Cora Raikers (Rihanna), compõem a equipe.
Depois de ler esta sinopse ou de ver o filme você deve ter se perguntado: como um jovem irresponsável, sem rumo na vida e que nunca toma decisões certas pode, de uma hora para outra, se tornar o comandante de uma operação contra alienígenas fortemente armados e salvar o planeta?
Com tantos armamentos pesados, aviões e navios poderosos e jovens e fortes soldados, a turma da terra não vence nem sequer uma dessas “naves aquáticas”. Quando tudo parece perdido o comandante inconsequente junta-se a um punhado de velhinhos aposentados, com aproximadamente 80 anos de idade, num navio que já virou museu, ultrapassado e adivinhem o que acontece? O asilo vence os ETs!
Tirando estas e outras falhas básicas no roteiro, “Battleship” agrada no quesito “sem compromisso”, por pura diversão. Os efeitos especiais são excelentes. As destruições de navios, cidades, estradas, parecem reais e são convincentes. O formato dos alienígenas ficou bom, ainda mais com as armaduras que os envolvem. A trilha sonora é outro ponto muito positivo. Ela dá à produção um clima de tensão e ansiedade diante da situação e da pressão que os humanos passam combatendo aquilo que pode significar a extinção da vida em nosso planeta.
Quanto Rihanna: como atriz ela é uma ótima cantora de estúdio.
Nota 5
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