Prometheus
Se você não gosta de ficção científica e nunca assistiu um filme da série “Aliens”, provavelmente vai achar “Prometheus” um filme “meia boca” porque pode ficar meio perdido no roteiro. Mas se você gosta de ficção científica e viu pelo “Alien – O 8º Passageiro”, você vai amar, delirar e ficar pirado com “Prometheus”.
O filme conta a história de uma equipe de exploradores que descobre novos indícios sobre as origens da humanidade na Terra, levando-os a uma aventura pelas partes mais sombrias do universo.
Eles deverão vencer uma batalha cruel para salvar o futuro da raça humana. Prometheus é o nome da aeronave utilizada por um grupo seleto de pessoas para investigar os fragmentos do “DNA alienígena”. Passado no mesmo universo da franquia iniciada com “Alien – O 8º Passageiro”, o longa conta com direção de Ridley Scott, que volta ao gênero da ficção científica 30 anos após “Blade Runner, o Caçador de Andróides”.
“Prometheus” começou a ser desenvolvido no início dos anos 2000 como uma quinta entrada na franquia Alien, com Ridley Scott e James Cameron desenvolvendo ideias para um filme que serviria como um prequel para o “Alien – O 8º Passageiro” (1979). Mas o projeto foi arquivado e só voltou a ser discutido em 2009.
A produção começou em 2010. O projeto deu certo. Ridley Scott volta com maestria ao mundo da ficção científica. Apesar de no início ser um pouco parado, “Prometheus” é envolvente por vários motivos. Primeiro porque traz a premissa de que fomos criados por seres de outro planeta, o que muda as teorias da origem da vida. Depois pela viagem de expedição a este outro planeta na tentativa de encontrar respostas para esta suposição.
A partir do momento que chegam nesse território, somos levados a momentos de curiosidades, expectativas e tensão. Nos sentimos como os astronautas: não sabemos o que são os objetos e seres que aparecem ao longo da projeção e se eles oferecem perigo à raça humana. Temos a sensação que fazemos parte do grupo de exploradores.
O mundo criado no filme é interessante. Num planeta semelhante a Marte, com um deserto e cheio de poeira cósmica, que parece ter sido devastado, é dentro de uma espécie de caverna gigante que as coisas acontecem. E em meio às rochas e passagens secretas que as respostas vão surgindo aos poucos, aumentando a nossa curiosidade. Portanto uma fotografia perfeita e digna de uma boa ficção científica.
Com relação aos efeitos especiais, “Prometheus” usa o recurso na medida certa. Os efeitos visuais são simples e eficazes.
O elenco do filme é outro ponto positivo. Noomi Rapace que faz a personagem principal, realiza um ótimo trabalho. O melhor deles, Michael Fassbender, faz do robô David um personagem para ficar na história do cinema.
Há pessoas que ficaram chateadas por que muitas perguntas não foram respondidas depois de duas horas de projeção. Mas essas pessoas deveriam estar felizes, pois significa que Ridley Scott pretende nos dar no mínimo uma sequência de “Prometheus”. Pelo “gran finale” teremos algo melhor ainda. Só não sei que nome vão dar ao novo filme já aconteceram fatos que levam a crer que Prometheus não será mais.
Nota: 10
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