Kelson Venâncio

Cinema e vídeo: o melhor do cinema para você

Scriptease

14 de junho de 2013 6:28

“O Grande Gastby”

Jornalista

Quando vi o primeiro material de marketing de “O grande Gatsby” com cartazes e fotos, imaginei que estariam fazendo mais uma produção envolvendo histórias de mafiosos, o que me animou, porque sou apaixonado por filmes desse gênero. Mas logo notei que esta era mais uma versão da obra antiga de F. Scott Fitzgerald já adaptada algumas vezes para o cinema, mas que agora teria diversos elementos que talvez melhorariam e muito a nova versão.

A história é contada por Nick Carraway (Tobey Maguire) que tinha um grande fascínio por seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio). Após ser convidado pelo milionário para uma festa, o relacionamento de ambos torna-se uma forte amizade. Quando Nick descobre que seu amigo tem uma antiga paixão por sua prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan), ele resolve reaproximar os dois, mesmo ela sendo casada com seu velho amigo dos tempos de faculdade, o também endinheirado Tom Buchanan (Joel Edgerton).

Uma das versões surgiu em 1974, roteirizada por Francis Ford Coppola e estrelada por Robert Redford. E por que fazer mais uma adaptação desta história para os cinemas? Imagino que a justificativa esteja na vontade do diretor e roteirista Baz Luhrmann de mostrar que esta é a melhor versão contada nas telonas desta trágica história de amor. E ele consegue em algumas partes, mas esta ainda não foi a adaptação perfeita para as telonas.

Ajudado pelas modernas tecnologias do cinema, como as cenas em 3D, a bela fotografia, os efeitos especiais, o excelente figurino e um elenco de peso envolvendo mais uma boa atuação de Leonardo DiCaprio, Luhrmann até se mostra arrojado e cheio de boas intenções para chegar ao seu objetivo, mesmo que de uma forma arrastada.

O filme tem altos e baixos e algumas vezes se torna cansativo. Começa bem, instigando nossa curiosidade na narrativa de Nick Carraway em torno do misterioso vizinho que até então não havia aparecido na projeção. Mas, logo que isso acontece e ficamos por dentro da verdadeira trama, do amor proibido, o roteiro fica repetitivo por um bom tempo, mostrando a paixão que Gatsby tem por Daisy e que isso será fundamental para o fechamento da trama.

Mas Luhrmann gasta tempo demais em coisas que poderiam ser mostradas de uma forma mais rápida e se perde deixando detalhes importantes de lado. Com isso, a trama parece que fica superficial, se distanciando da profunda obra de F. Scott Fitzgerald. Desta vez, tenta-se colocar algo de “Moulin Rouge” na produção, mas sem muito sucesso.
O novo “Grande Gatsby” é um daqueles filmes que você fica ligado em algumas partes e dá sono em outras. Agrada em alguns quesitos e deixa a desejar em outros.

Nota 6

7 de junho de 2013 0:18

Fuga do planeta terra

Jornalista

“Fuga do Planeta Terra” é uma animação que diverte especialmente a criançada. Elas vão se deliciar com as aventuras dos alienígenas azuis. O filme conta a história de Scorch Supernova que é um herói interplanetário, cujas façanhas costumam ser televisionadas para o deleite de seus fãs ardorosos. Com a ajuda do nerd Gary, diretor da Missão Basa Control, Scorch torna-se uma lenda e conquista o amor da bela repórter de televisão Gabby Babblebrock e a devoção do sobrinho Kip. Quando a chefe da Missão Basa, Lena, intercepta um pedido de socorro vindo do Planeta Escuro, Scorch enxerga a missão de resgate como a grande chance de sua carreira. Gary, no entanto, tenta desencorajá-lo, uma vez que nenhum ser jamais conseguiu voltar do mundo distante (também conhecido como “Terra”). Mas, quando Scorch se dá conta de que foi atraído para uma armadilha mortal preparada pelo líder paramilitar General Shanker, talvez seja tarde demais.

Mas este filme não é nenhum grande clássico na história das animações. Serve para passar tempo como diversão. Ele bem que poderia ter sido mais explorado. Possui bons ingredientes que levariam a uma trama melhor, como a valorização da família, o excesso de ego das pessoas, a confiança e outros valores que são tratados na produção mas de forma superficial. Também pudera. O filme teve sete escritores diferentes, processos judiciais e chegou a ser reescrito 17 vezes.

E há uma espécie de repetição de personagens de outros filmes do gênero como uma lesma alienígena gosmenta, um ET que se parece com um siri e é um brutamontes cheio de força e um outro bonitinho e engraçadinho, daqueles que se parecem um bichinho de pelúcia.

Existem boas tiradas no meio da trama que ajudam nessa diversão. É engraçado ver os nomes dos soldados do General Shanker como Bruce e Willis, Peter e Jackson, George e Lucas etc.

A fotografia do filme é bem feita, especialmente se vista em 3D. O problema é que existem poucos efeitos para justificar este formato e isso aparece apenas no fim da projeção em uma ótima perseguição de caças a uma nave espacial, o que para mim é o ponto alto do filme.

A trilha sonora é outro ponto positivo e sempre se adequa com perfeição aos momentos em que cada música é usada no filme.

No geral, “Fuga do Planeta Terra” é um filme bonitinho e que diverte sem compromisso. E se você não tiver afim de pensar com filmes mais “cults” esta animação pode ser uma boa pedida.

31 de maio de 2013 8:41

“Se Beber Não Case”

Jornalista

“Se Beber Não Case” mudou o jeito de se fazer comédia no cinema. Desde a primeira produção, feita em 2009, muitos outros longas acabaram copiando a fórmula do diretor Todd Phillips e dos escritores Jon Lucas e Scott Moore. É que, ao contrário da comédia pastelão, em que somos forçados a engolir piadas forçadas e na maioria das vezes sem graça, eles conseguiram ir além de simplesmente nos tentar fazer rir. Neste caso, pegaram uma situação comum da vida de muitas pessoas, que é um bom porre após uma noitada, e nos mostraram de uma forma muito divertida e realmente engraçada, como isso pode trazer consequências desastrosas caso tenhamos uma espécie de amnésia alcoólica.

O primeiro filme fez tanto sucesso, que faturou 458 milhões de dólares em todo o mundo. Com isso, uma continuação veio em 2011, mas não agradou tanto quanto o original, apesar de ainda ser divertida. Mesmo assim, uma terceira parte já estava prevista antes mesmo do lançamento da segunda. E finalmente, em 2013, temos a conclusão do conjunto de situações inusitadas e complicadas que o “Bando de Lobos” vem enfrentando desde então.

A criatividade no cinema é algo incrível e, quando dá certo, só temos que comemorar. Como o bom diretor e roteirista Todd Phillips conseguiu pegar um pequeno detalhe do primeiro filme não revelado até então, que é o ato da venda dos soníferos que causaram todos os problemas, e transformar isso em toda a base da trama desta terceira parte? Pois ele conseguiu e ainda fez deste o melhor roteiro de todos.

E uma ótima história sendo interpretada por grandes atores e dirigida por um bom cineasta só poderia ter como resultado um filme inteligente e extremamente engraçado. As atuações são impecáveis e a química entre os protagonistas nunca esteve tão boa, o que nos garante muitas risadas. E se você já havia gostado do ator Zach Galifianakis, que interpreta o gordinho maluco e retardado do trio de aventureiros, vai se surpreender com o ápice do personagem neste novo longa. Definitivamente ele rouba praticamente todas as cenas em que aparece. Sem dúvida, Zach consegue se superar.

E aqui um coadjuvante também seguiu os mesmos passos e acabou se tornando uma das “atrações principais”. É o ator Ken Jeong, que faz do gângster Chow uma espécie de dupla cômica de Alan e que também consegue se destacar como nunca nesta produção.

Apesar de mais apagados dessa vez, Bradley Cooper e Ed Helms também continuam muito bons. E até mesmo a participaçãoespecial de Melissa McCarthy como Cassie, John Goodman como Marshall e Heather Graham de volta como a garota de programa Jade, é muito marcante e dá peso ao desenrolar da trama.

“Se Beber Não Case 3” é, sem dúvida, um dos melhores filmes de comédia a que já assisti. Consegue nos deixar com o abdome doendo de tanto rir. É daqueles em que mal acabamos de dar gargalhadas de uma situação engraçada e logo em seguida já temos de preparar o fôlego para novas risadas. Com certeza você vai sair chorando do cinema… de tanto rir.

Obs: não saia da sala de projeção antes da cena após os créditos finais. Foi justamente ali que acabei dando a nota total para a produção, já que, até então, apesar de excelente, o filme ainda não tinha justificado o título “Hangover” – ressaca.

Nota 10