“O Grande Gastby”
Quando vi o primeiro material de marketing de “O grande Gatsby” com cartazes e fotos, imaginei que estariam fazendo mais uma produção envolvendo histórias de mafiosos, o que me animou, porque sou apaixonado por filmes desse gênero. Mas logo notei que esta era mais uma versão da obra antiga de F. Scott Fitzgerald já adaptada algumas vezes para o cinema, mas que agora teria diversos elementos que talvez melhorariam e muito a nova versão.
A história é contada por Nick Carraway (Tobey Maguire) que tinha um grande fascínio por seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio). Após ser convidado pelo milionário para uma festa, o relacionamento de ambos torna-se uma forte amizade. Quando Nick descobre que seu amigo tem uma antiga paixão por sua prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan), ele resolve reaproximar os dois, mesmo ela sendo casada com seu velho amigo dos tempos de faculdade, o também endinheirado Tom Buchanan (Joel Edgerton).
Uma das versões surgiu em 1974, roteirizada por Francis Ford Coppola e estrelada por Robert Redford. E por que fazer mais uma adaptação desta história para os cinemas? Imagino que a justificativa esteja na vontade do diretor e roteirista Baz Luhrmann de mostrar que esta é a melhor versão contada nas telonas desta trágica história de amor. E ele consegue em algumas partes, mas esta ainda não foi a adaptação perfeita para as telonas.
Ajudado pelas modernas tecnologias do cinema, como as cenas em 3D, a bela fotografia, os efeitos especiais, o excelente figurino e um elenco de peso envolvendo mais uma boa atuação de Leonardo DiCaprio, Luhrmann até se mostra arrojado e cheio de boas intenções para chegar ao seu objetivo, mesmo que de uma forma arrastada.
O filme tem altos e baixos e algumas vezes se torna cansativo. Começa bem, instigando nossa curiosidade na narrativa de Nick Carraway em torno do misterioso vizinho que até então não havia aparecido na projeção. Mas, logo que isso acontece e ficamos por dentro da verdadeira trama, do amor proibido, o roteiro fica repetitivo por um bom tempo, mostrando a paixão que Gatsby tem por Daisy e que isso será fundamental para o fechamento da trama.
Mas Luhrmann gasta tempo demais em coisas que poderiam ser mostradas de uma forma mais rápida e se perde deixando detalhes importantes de lado. Com isso, a trama parece que fica superficial, se distanciando da profunda obra de F. Scott Fitzgerald. Desta vez, tenta-se colocar algo de “Moulin Rouge” na produção, mas sem muito sucesso.
O novo “Grande Gatsby” é um daqueles filmes que você fica ligado em algumas partes e dá sono em outras. Agrada em alguns quesitos e deixa a desejar em outros.
Nota 6