Clarice Monteiro

A frequência da qualidade de vida

Sintonia Saúde Dicas de saúde, tratamentos alternativos, atividade física e bem estar em geral

16/10/2011 18:16

A energia dos alimentos crus

Repórter

Na data em que se comemora o Dia Mundial da Alimentação, compartilho com os leitores um texto para pensarmos a alimentação além da questão de peso e nutrição do corpo, mas também sob o enfoque da energia do que ingerimos. O tema é crudivorismo, ou seja, ato de se comer alimentos crus.

Esse estilo de alimentação enquadra-se na dieta vegetariana e tem diversos benefícios para o organismo comprovados em estudos científicos.

Segundo eles, o alimento cozido, além de deteriorar nutrientes como algumas vitaminas e minerais, acidifica o sangue.  Isso compromete a energia vital que é uma “força natural” contida em nosso organismo. Esta força nos dá disposição e também estimula o corpo a curar-se com sua própria força, dispensando, na maioria das vezes, meios artificiais como as remédios vendidos nas farmácias, que geralmente apresentam efeitos colaterais a curto ou longo prazo.

A energia vital é também o principio básico da cura pela homeopatia e acupuntura. Os acupunturistas a chamam de KI, porém Hipócrates (460 a 377 a.C.), médico grego considerado “o pai da medicina”, já a conhecia com o nome de fisis.

O alimento cru (legumes, frutas, sementes) estimula a mastigação, que fortalece os dentes, e a maior produção de saliva, indispensável para todo o processo metabólico.

De acordo com o crudivorismo, não basta o alimento ser cru, ele tem que ser “vivo”, o que é fundamental para alcalinizar o sangue, equilibrando a temperatura do corpo e este, em perfeito funcionamento, fabricará as enzimas necessárias e tudo mais que o corpo necessita, chegando a fazer transmutação de substâncias, já que não gastará energia para transformar o alimento em glicose, como explica o cientista Mario Sanchez, em seu livro: Medicina Nutricional.

Os nutrientes encontrados numa semente germinada, por exemplo, são riquíssimos. Caso seja cozida, porém, ela perde grande parte do seu valor nutricional, como também acontece com os legumes, frutas e verduras, que passam a ser indigestos e provocam gases.

Quem come cru não se preocupa com caloria e sim com a diversificação dos alimentos e são levados em consideração o sol e o ar como nutrientes indispensáveis para o bom funcionamento do organismo.

O sol, além de participar da metabolização de vitaminas e minerais, é um grande curador conforme estudos milenares (helioterapia) ou mais atuais, dos médicos Luz Tavera-Mendoza e John White da McGill University – Estados Unidos. O sol é apontado como um grande aliado do homem por produzir antibióticos naturais, substâncias anti-cancerígenas e ajudando a proteger todo o sistema imunológico.

“A fotossíntese” humana
O ar também é um curador milenar (eoloterapia). Uma boa respiração faz a diferença. Nos alimentamos de oxigênio não só pelo pulmão, mas também pela pele e talvez por isso os médicos Luz Tavera-Mendoza e John White ainda dizem em sua pesquisa que pessoas que vivem ao ar livre têm 57% menos possibilidade de ficar doentes e 77% de redução de propensão em contrair qualquer tipo de câncer.

Especificidade
A posição da American Dietetic Association (ADA) em relação ao crudivorismo indica que os dados sobre o efeito desta dieta na saúde ainda são limitados e ressalta que o acompanhamento nutricional é fundamental a fim de evitar a deficiência de nutrientes. Além disso, alerta que esse tipo de dieta restritiva não deve ser recomendada para lactentes e crianças.

Com informações da naturopata Suzete Barreto.

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