Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

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Sobre o CORREIO

História do CORREIO, veja nossa trajetória

HISTÓRIA

73 anos de Correio de Uberlândia

O produtor rural Osório José Junqueira, vindo de Ribeirão Preto, começa, em 1938, a publicar o jornal Correio de Uberlândia.

No início, a periodicidade era irregular, ocasionada pelas dificuldades inerentes à implantação do novo negócio.

Junqueira era dono de outros sete jornais, inclusive o Correio do Oeste de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, e vinha a Uberlândia apenas duas vezes por semana. Quem tomava conta do jornal era seu filho, Luiz Nélson Junqueira.

Na época da fundação, Abelardo Teixeira era o redator-chefe. José Osório vendeu o jornal na década de 1940 para um grupo de cotistas ligados à UDN -União Democrática Nacional, entre eles: João Naves de Ávila, Nicomedes Alves dos Santos e Alexandrino Garcia. Em 1952, assume a direção do periódico Valdir Melgaço Barbosa, vereador e depois deputado estadual pela UDN e, mais tarde, Arena – Aliança Renovadora Nacional.

Segundo Melgaço, durante as décadas de 1950 e 1960 o jornal teve uma forte ligação política com a UDN. Por causa disso, passou por momentos difíceis em 1954, quando Getúlio Vargas se suicidou.

“O pessoal do PTB quis invadir o jornal com a cavalaria, e eu tive de pegar em armas para me defender” – conta ele. A estrela do jornal era o jornalista Licydio Paes, que escrevia sua crônica a mão.

Licydio também provocou uma invasão do jornal pela cavalaria – denunciou em sua coluna que os cavalos da cavalaria estavam comendo a roça de milho dos meninos do Patronato. Indignados, os soldados invadiram a redação, com cavalos e tudo. Licydio, já em idade avançada, se apresentou como autor da coluna e prometeu se retratar. Sua crônica no jornal do dia seguinte trazia o seguinte reparo: “Ontem nós cometemos um lapso, pois publicamos que os cavalos da cavalaria do Exército estavam comendo a roça de milho do Patronato. Pois bem, não eram os cavalos que estavam comendo, eram os cavaleiros”.

Na fase em que Valdir Melgaço foi diretor – ele era também o maior cotista – Marçal Costa era o redator-chefe. O jornal era deficitário, de acordo com Valdir, e precisava recorrer a recortes de outros jornais para preencher espaço.

O telex só foi instalado na redação do Correio em 1979, quando Sérgio Martinelli era diretor. Martinelli assumiu o jornal em 1971, depois que Valdir Melgaço vendeu suas cotas a Agenor Garcia, para se candidatar de novo a deputado estadual. Martinelli despediu o redator-chefe, Marçal Costa, e implantou uma linha nova editorial que ele chama de financeira – ou seja, que seguia os interesses do grupo proprietário. “Queríamos fazer um jornal que agradasse a gregos e troianos” – diz ele, acrescentando que “a preocupação era fazer um jornal voltado para a cidade”.

Nesse período, o jornal circulava de terça a sábado com 8 páginas e posteriormente com 12. As máquinas linotipo foram reformadas e uma clicheria nova foi adquirida.

Finalmente, em 1986, o grupo Algar, por meio da Algar Mídia, assumiu o controle acionário do jornal e o mantém até os dias atuais.

Desde então, o jornal passou por diversas transformações gráficas e editoriais e se firmou como o principal órgão de imprensa em meio impresso e internet em Uberlândia e região.

Até 1986 o jornal era denominado de Correio de Uberlândia. Em 1991 o periódico passa a se chamar Correio do Triângulo. Curiosamente Triângulo era o nome de outro jornal da cidade e o Correio passa a ter o nome do principal concorrente. E finalmente em 1995 a nomenclatura torna-se apenas Correio e se mantém assim.

A primeira revolução gráfica do jornal acontecera nos anos de 1950 com a aquisição de uma impressora rotativa, também tipográfica, comprada do jornal O Popular de Goiânia. Na mesma época, o sistema de composição manual (os textos eram montados letras por letras) foi substituído por três linotipos (máquinas que faziam a composição automaticamente).

Este seria o equipamento básico do Correio até 1989 quando acontecera a segunda grande evolução técnica: o sistema de composição ganharia os recursos tecnológicos da informática e passa a ser impresso em rotativas off-set.
Em 1995 o Correio, para por uma reformulação gráfica e editorial e o periódico passa a oferecer novos conteúdos com cadernos, suplementos, colunas e seções que atendem a um público variado. O Correio estréia um novo e moderno projeto gráfico, com capas e contra-capas coloridas.

No mesmo ano o jornal lança a versão on-line e disponibiliza o conteúdo do impresso, na internet.

Não há uma equipe de reportagem exclusiva para o Correio na internet, apenas um técnico se encarrega de reproduzir o mesmo conteúdo do impresso. O número de acessos chega a 30 mil no primeiro mês. Em 2000 o Correio cria um núcleo de jornalistas dentro da redação do impresso que vai dar um novo formato à versão on-line e não se limita apenas a reproduzir o conteúdo do impresso.

Começa a produção de notícias em tempo real, exclusivas para o Correio na internet.
Em 2002, um novo marco na história do jornal Correio. Chega-se à quarta geração de mudanças gráficas e editoriais do jornal. O projeto gráfico é moderno e arrojado e novamente é destaque na ANJ que reconhece mais uma vez que o jornal Correio é tanto na parte gráfica quanto editorial um dos mais modernos do interior do Brasil.

Na parte editorial, o Correio se consolida como único jornal diário local, possibilitando ampla cobertura dos fatos e acontecimentos da cidade de Uberlândia. Nesta nova fase traz conteúdos segmentados nas áreas de Agronegócio, Turismo, Formação, Veículos entre outros.

Texto: Gleide Corrêa — Repórter

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