O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) receberá neste mês novos equipamentos orçados em R$ 164 mil para diagnósticos e videoconferências na área de telemedicina. As verbas são do Ministério da Ciência e Tecnologia em parceria com o Ministério da Educação.
Os equipamentos ampliarão a rede de contatos da UFU, que agora se integrou à Rede Universitária de Telemedicina (Rute). Uberlândia já é interligada a 82 cidades de todo o País por meio do projeto Minas Telecard e, ao aderir à Rute, passa a compor uma teia de mais 64 municípios.
Ao contrário do Minas Telecard, a Rede Universitária não é um sistema de atendimento virtual, mas, sim, um meio de ampliar a comunicação entre hospitais no Brasil e no exterior. Os especialistas participam de videoconferências e intercâmbios científicos entre pesquisadores para troca de informações.
Nesta semana, especialistas de um hospital de Miami fizeram uma videoconferência para os médicos da UFU. Houve também um curso na área de dermatologia pela USP (Universidade de São Paulo). “Esse é um salto qualitativo importante. Há uma forte contribuição para a formação de professores e para a pesquisa”, explicou o vice-reitor da UFU, Elmiro Santos Resende.
Minas Telecard
O projeto Telecard funciona no Hospital de Clínicas da UFU há três anos. Minas Telecard é dirigido por cinco universidades pólo, que são as de Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba, Montes Claros e Uberlândia.
Diariamente, são diagnosticados 450 eletrocardiogramas em todo o País pelo projeto. “O paciente faz o exame em uma cidade pequena. Na mesma hora, por meio da internet, os especialistas de algumas das universidades-pólo prescrevem o diagnóstico”, explicou o telecardiologista Rodrigo Penha de Almeida.
Além de agilizar o processo para o paciente, a telemedicina é mais viável para pequenas cidades. De acordo com o vice-reitor da UFU, Elmiro Santos Resende, as pesquisas apontam que o projeto Minas Telecard reduziu em 70% o número de transferências dos pacientes para municípios maiores. “Cidades com menos de 10 mil habitantes não costumam ter cardiologistas, então, até mesmo para fazer os exames de rotina, os pacientes precisavam ser transferidos para outros centros”, explicou.
A facilidade é aprovada e comprovada pela auxiliar de laboratório em Nova Ponte, Joana D’arc da Cunha. “Não têm demora. Acabou de fazer o exame e já tem o diagnóstico. Antes tínhamos que levar o paciente a cidades maiores. Havia gasto com transporte e, às vezes, até com o exame”, afirmou. O laboratório realiza cerca de 12 eletrocardiogramas diariamente, todos são diagnosticados pelo Hospital de Clínicas da UFU, que tem quatro profissionais responsáveis pelos diagnósticos.