Busca








Para melhor atender às suas necessidades, o Correio de Uberlândia quer ouvir a sua opinião. Responda a nossa pesquisa.
 

Tudo ao mesmo tempo agora
Tecnologia 3G coloca velocidade, mobilidade, informação e conteúdo na palma da mão
Dolores Mendes-Especial para o Correio Online
Atualizada: 29/05/2008 - 20h21min

Média (0 votos)

Alterar o tamanho
do texto


Pense na facilidade de fazer tudo o que você precisa usando um celular. Junte a essa mobilidade à vantagem de usar todos os recursos da internet sem precisar estar num ponto fixo. O resultado dessa união chama-se tecnologia 3G. Agenda sincronizada, GPS, velocidade para upload, filmagem e foto de qualidade. São muitos os aplicativos para quem não tem tempo a perder. O celular 3G une a mobilidade da telefonia móvel à disponibilidade de conteúdos e deixa para trás o conceito de que telefone é feito apenas para falar.

A terceira geração da telefonia celular, conhecida como 3G, já é uma realidade em países da Europa, dos Estados Unidos, da Austrália, da Coréia e do Japão. Na América Latina, além do Brasil, a tecnologia 3G já está disponível na Argentina e no Chile. A chegada da 3G no Brasil traz para o País uma tendência inevitável que, em pouco tempo, será vital para a comunicação pessoal móvel: a banda larga.

O usuário quer movimentação, quer disponibilidade de recursos”, afirmou Eduardo Raboni, diretor de Tecnologia da CTBC, empresa de tecnologia da informação e comunicação do Grupo Algar e primeira empresa a implantar a tecnologia 3G em Uberlândia, Uberaba e Franca. Para ele, mobilidade é a nova tendência. É ela que vai garantir às pessoas a possibilidade de estar online o tempo todo, de interagir, de não se sentir presa a um computador e a telefone fixos. “Você está no seu carro e procura um restaurante no Centro da cidade, pega o celular e usa um aplicativo que lhe dá em poucos segundos a localização desses estabelecimentos, ou então registra um fato no momento em que ele acontece filmando ou fotografando com qualidade e dali mesmo faz um upload, ou seja, coloca esse conteúdo na rede, tudo isso com velocidade”, garantiu o diretor de Tecnologia. Para se ter uma idéia, com o 3G a velocidade de conexão pode chegar a 2 mil KBps, enquanto o sistema atual suporta no máximo 50 KBps. É importante destacar que a tecnologia 3G não substitui a segunda geração da telefonia móvel (2G ou GSM). Pelo contrário, o GSM continua sendo uma ótima opção para o usuário que não utiliza os recursos de internet banda larga.

Conteúdo

A característica mais importante da tecnologia 3G é suportar um número maior de clientes de voz e dados, disseminando conteúdo por meio do celular. Eduardo Raboni argumenta que os usuários de internet não se contentam mais em apenas acessar o conteúdo que se encontra disponível na rede mundial de computadores. “Cresce velozmente a quantidade de conteúdo gerado pelos próprios usuários, que por meio de blogs, vídeos e aplicativos garantem uma enorme diversidade de conteúdos e novas idéias, alimentando, assim, o ciclo de inovação.”

A tecnologia 3G atende a uma expectativa das pessoas que sonhavam em poder contar com recursos multimídia na telefonia móvel. Afinal, mobilidade e conectividade com custos mais baixos sempre foram o sonho de consumo dos usuários. “Associe disponibilidade e variedade de conteúdos a uma massiva entrada de novos usuários diariamente na era da Internet: eis os ingredientes para uma explosão da penetração das tecnologias de acesso”, disse o diretor de Tecnologia. Segundo ele, a indústria de telecomunicações vem dobrando a quantidade de acessos em banda larga anualmente.
Segundo Raboni, ao longo dos anos, a comunicação vem migrando de voz para e-mail e, mais recentemente, para mensagens instantâneas. A tecnologia 3G une isso tudo e cria uma migração completa para a telefonia celular.

Das telas de ficção, chamadas com imagens do interlocutor agora são reais

O que mais encanta os usuários à primeira vista é a videochamada. Com dois aparelhos compatíveis com a tecnologia é possível, além de conversar, ver a pessoa que está do outro lado. É uma comunicação com mais emoção, um sonho antigo.
Quem já possui um plano CTBC (com tarifa de voz) e quer usufruir da internet banda larga no celular para navegar e fazer downloads e videochamada continuará com o pagamento normal do plano e poderá escolher uma franquia de pacotes de dados; para a videochamada o usuário paga o valor do minuto do plano mais a tarifa da videochamada.

As mensagens instantâneas também podem ser feitas e recebidas pelo celular 3G, o que facilita o contato entre as pessoas sem a necessidade de voz. “É essa mobilidade que encanta na tecnologia 3G. São aplicativos interessantes que só fazem sentido no celular porque você não precisa mais ter um fio, um fixo, ter que parar numa lan house; você poderá fazer tudo pelo celular”, disse o diretor de Tecnologia Eduardo Raboni.

Ele lembra que o mundo nunca teve tamanha diversidade de conteúdos e aplicativos disponíveis na web como no momento e que os usuários tinham expectativas de poder usar tudo isso de forma rápida e simples. O aumento das redes de banda larga permitiu esse acesso e o desenvolvimento de novas tecnologias, como a 3G, que também deve se baratear à medida que se tornar mais popular. “A redução de custos de equipamentos de transporte e controle de banda, servidores, sistemas de armazenamento e processamento digital de sinais acaba por reduzir o preço para os usuários”, disse Raboni.

Com a evolução das redes de telefonia e o ganho de velocidade na transmissão de dados, o 3G passou a ser também uma opção às formas tradicionais de banda larga, como ADSL (via linha telefônica) ou cabo. A vantagem do 3G sobre essas duas tecnologias é a mobilidade — assim, pode ser que em um futuro não muito distante seja possível abandonar a velha conexão banda larga e passar a desfilar com um mini-modem 3G a tiracolo em todos os lugares, mantendo seu notebook conectado à web onde quer que esteja.

Compartilhe:
| | | | |

Envie por e-mail


Erros?



Imprima


Comentários



Recomende:
(Avalie a matéria)










.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletronico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Correio.