Busca









Desemprego é desafio para candidatos
Oferta de vagas no mercado é a preocupação de 34% dos entrevistados
Repórter
Atualizada: 08/09/2008 - 19h30min

Média (1 votos)

Alterar o tamanho
do texto


O apoio às empresas já instaladas em Uberlândia e a atração de novos negócios que podem fomentar a economia do Município, aumentando assim o número de empregos formais, estão entre as principais propostas dos candidatos a prefeito em Uberlândia. Não existem dados oficiais sobre a taxa de desemprego na cidade, mas a quantidade de trabalhadores que estão fora do mercado de trabalho formal é uma das maiores preocupações dos uberlandenses. O tema foi o quarto mais lembrado na pesquisa de opinião pública Ibope/CORREIO/Rede Integração, com 34% dos votos dos entrevistados, e foi base da terceira matéria da série “Prioridades Administrativas” que o CORREIO publica até o próximo domingo. A pesquisa de opinião de pública está registrada na Justiça Eleitoral de Uberlândia com o número 1.131/2008. A amostra é de 602 entrevistas feitas entre os dias 11 e 13 deste mês. A margem de erro estimada é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Apesar da falta de números oficiais, as estimativas dos órgãos que lidam com empregos na cidade é que Uberlândia acompanha o ritmo nacional. De acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada pelo IBGE, o desemprego no mês de julho foi de 8,1%, uma variação de 1,4 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2007 (9,5%). A pesquisa é feita em seis regiões metropolitanas do País: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Segundo o IBGE, a taxa verificada do mês passado foi a menor para um mês de julho em toda a série da PME, iniciada em março de 2002.

Na contramão do desemprego, o número de profissionais com carteira assinada em Uberlândia apresentou variação positiva desde o início do ano. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que 8.123 pessoas foram admitidas, enquanto 7.621 foram desligadas. O saldo foi de 502 postos de empregos. O saldo de junho foi o melhor do ano - 1.483 novos postos de trabalho.

No Sistema Nacional de Empregos (Sine), que é responsável por cerca de 10% do total de colocados em Uberlândia, o número de pessoas que foram empregadas também apresenta aumento gradativo há pelo menos três meses. De janeiro a julho deste ano, 4.957 pessoas foram colocadas no mercado de trabalho por meio do Sine, enquanto no mesmo período do ano passado foram 1.388. “Uberlândia é um pólo estratégico e geográfico que facilita o investimento de empresas. O aquecimento da economia também tem possibilitado cada vez mais vagas de trabalho na cidade”, afirmou a diretora regional do Sine, Daisy Afonso de Castro Naves.

País:
Desemprego no mês de julho deste ano: 8,1%
Desemprego no mês de junho deste ano: 7,8%

Fonte: IBGE – Pesquisa Mensal de Emprego (PME) para seis regiões metropolitanas investigadas (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre)

Uberlândia:
Número de pessoas colocadas pelo Sistema Nacional de Empregos (Sine)

Janeiro a julho de 2007: 1.388 colocados
Janeiro a julho de 2008: 4.957 colocados
Crescimento: 257%

Números do Sine:

- Ontem o Sine disponibilizava 1,13 mil vagas
- Nos últimos três meses, 1,1 mil vagas foram disponibilizadas em média diariamente
- Cerca de 500 pessoas passam pelo Sine diariamente

Vagas disponíveis no Sine:

240 vagas para o curso de motorista carreteiro
160 vagas para o curso de motorista de cargas perigosas
160 vagas para o curso de transporte de passageiros

* Todos os cursos são oferecidos pelo Sest/Senat por meio do projeto “Usina do Trabalho”. Logo depois que o curso é concluído, o profissional é encaminhado para as empresas de transporte. As inscrições são feitas no Sine, das 8h às 17h, na praça Tubal Vilela, 60. Os candidatos devem ter carteira de habilitação nas categorias D ou E e as aulas começam no dia 1º de setembro.

As perguntas que foram feitas aos seis candidatos são:

1) Quais as suas propostas prioritárias para esta área?
2) O que o senhor mudaria/acrescentaria/criaria no atual sistema ou nas atuais opções que existem em Uberlândia?
2) Como viabilizará estas propostas? E de onde virão os recursos?

* Os candidatos enviaram as respostas por e-mail e tiveram direito ao mesmo espaço: mil caracteres de texto incluindo os espaços

Gilberto Cunha (PSTU)

1 - Plano de Obras Públicas: construção de obras que atendam as necessidades dos trabalhadores e da juventude: creches, escolas, postos de saúde, áreas de lazer, moradias populares, etc. Passe livre para desempregados para que possam procurar emprego. Redução da jornada de trabalho para seis horas/dia sem redução de salários nos órgãos da prefeitura. Apoiar todas as lutas de sindicatos e oposições sindicais contra o Banco de Horas.

2 - Ampliação dos investimentos nas áreas que favoreçam melhores condições de vida para os trabalhadores; cobrar do governo federal medidas que diminuam a jornada de trabalho sem redução do salário; exigir dos governos federal e estadual o não-pagamento das dívidas externa e interna para promover investimentos que interessem aos trabalhadores.

3 - Aumento da receita: aumento dos impostos municipais, fim das isenções fiscais para os grandes grupos econômicos; rompimento com a Lei de Responsabilidade Fiscal que existe para garantir o pagamento de dívidas aos banqueiros.


João Batista (PSOL)

1 - Vamos reduzir as terceirizações, realizar concursos públicos e acabar com a farra das empreiteiras. Um novo modelo - Economia solidária e Empresas Comunitárias. Fomentar a constituição de Empresas Comunitárias Autogestionárias de produção e de serviços que poderão prestar serviços públicos – limpeza urbana, coleta seletiva do lixo, construção de obras e casas, produção de alimentos, transporte alternativo, pavimentação. Com essas empresas a prefeitura gasta menos, gera mais emprego e os trabalhadores ganham mais. Regularizar a atividade de mototaxistas e camelôs.

2 - Parceria com o Incra nas desapropriações, apoio aos assentados da reforma agrária e aos pequenos produtores. Apoio aos micros, pequenos empresários e trabalhadores informais na produção e comercialização – busca de créditos, subsídios e capacitação. Apoio às famílias que produzem confecções, calçados, utensílios e alimentos comercializados nas feiras e por ambulantes.

3 - Recursos: orçamento, programas estaduais e federais.

João Bittar (DEM)

1 - Estou lançando o Projeto Linhas do Desenvolvimento. As Linhas do Desenvolvimento são avenidas e ruas onde vou fomentar e incentivar a criação de novas empresas, além de apoiar as já existentes, com o objetivo de gerar novos empregos. Somadas, estas vias totalizarão mais de 90 quilômetros de extensão. Além disso, vou implantar 50 Praças da Cidadania, que são verdadeiros shoppings a céu aberto nos diversos bairros da cidade. Este projeto também estimulará a instalação de novas empresas e gerará mais empregos. Vamos oferecer também 10.000 vagas em cursos profissionalizantes de nível médio e 10.000 vagas em cursos superiores de ensino à distância para qualificar e requalificar a nossa mão de obra em conformidade com a demanda do mercado assegurando desta forma a empregabilidade da nossa população.

2. Darei continuidade aos Projetos que estiverem de acordo com a necessidade de população.

3. Através de parcerias com a iniciativa privada, o Estado, a União e instituições financeiras de fomento.

Maurício Lúcio (PRTB)

1 - Solução eficaz não pode ser meras promessas de emprego mas sim, promover a profissionalização do trabalhador. O mercado carece de trabalhadores capacitados enquanto o numero de desempregados aumenta. Vou construir a Escola Municipal do Trabalho e oferecer 6.000 vagas gratuitas em 25 profissões, independente de grau de escolaridade. Pedreiros, carpinteiros, marceneiros, cabeleireiras, domésticas, lateiros, pintores serão formados e encaminhados ao mercado de trabalho pela própria Prefeitura garantindo-lhes a sobrevivência digna.

2 - O trabalhador desqualificado nunca teve apoio da Prefeitura. Como empresário e gerador de empregos, minha maior dificuldade foi contratar trabalhadores capacitados. Portanto, não vou dar o peixe mas vou dar a vara e ensinar o trabalhador a pescar.

3 - Com um orçamento de 1,4 bilhão de reais, e minha experiência em fazer muito gastando pouco a Escola Municipal do Trabalho será a primeira obra de meu governo porque vai melhorar muito a vida de nossos trabalhadores.

Odelmo Leão (PP)

1 - Tendo em vista que Uberlândia ocupa a 11ª posição no ranking de geração de empregos no interior do país, nosso principal objetivo, além de gerar mais empregos, vai ser preparar mão de obra. Além de continuar a apoiar as empresas locais e concluir a implantação do entreposto da Zona Franca, vamos criar novos centros de profissionalização nos bairros. Implantaremos o programa de Estágio Remunerado na Prefeitura para jovens e universitários.

2 - Criar a Escola Técnica Municipal para os jovens aprenderem uma profissão e o Programa de Orientação Vocacional. Implantar mais ônibus itinerantes “Meu Ofício” para atender pessoas de baixa renda de todas as regiões e ampliar o Programa Selo Amigos da Juventude, para dar oportunidade do 1º emprego a mais jovens.

3 - Assim como realizamos no primeiro mandato mais de 300 obras, cumprindo os compromissos assumidos, nosso Plano de Governo mostra claramente que os novos projetos estão muito bem estruturados e planejados para serem também, de fato, concretizados.

Weliton Prado (PT)

1 - Nossas principais propostas para combater o desemprego em Uberlândia são: criar o Banco de Empregos, que registrará oportunidades de emprego, pra quem está em busca de trabalho ou precisa contratar; e criar a Agência de Apoio ao Empresário, que centralizará serviços de apoio e orientação às empresas. Quanto à qualificação, vamos investir na construção da Escola Técnica do Trabalho que realizará cursos profissionalizantes destinados a jovens e desempregados.

2 - Mesmo com a geração recorde de empregos obtida no Governo Lula, o desemprego e a informalidade permanecem. Por isso, o Município precisa assumir um papel mais pró-ativo no desenvolvimento econômico sustentável e solidário. Esses princípios devem nortear as ações da Prefeitura.

3 - A celebração de parcerias com o Sebrae, o Ministério do Trabalho, o Governo do Estado e principalmente com empresas, são fundamentais, daí a proposta de criarmos e fortalecermos a articulação de fóruns e conselhos com trabalhadores e empresários.


Envie por e-mail


Erros?



Imprima


Comentários



Recomende:
(Avalie a matéria)





Comentários



Helida
28/08/2008 - 16h47min
Realmente o desemprego é algo preocupante mesmo, pois, é a unica forma de reduzir a criminalidade, o vandalismo, bem como, a mendicância. Agora oferta tem, o problema é enquadrar as pessoas que estão procurando emprego, como vários recem-formados. Outra coisa que merece ser questionado é como ficará a saúde? Pois, uma pessoa demora no minimo 04 horas para ser antendida em uma das UAIs, mesmo estando ela com vomito ou com febre. E como ficará a marcação de consulta na medicina, para cirurgias, pois, nem Mandado de Segurança tem ajudado? Gostaria de ouvir uma explicação do Senhor Prefeito, e candidato.







.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletronico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Correio.