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Homem mata o inquilino, duas crianças e é morto
Tragédia ocorreu no Luizote na noite de ontem; motivo ainda é desconhecido
Repórter
Atualizada: 10/07/2009 - 07h22min

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Depois de invadir uma casa, Otacílio Franco Diogo, 54 anos, matou a tiros duas crianças e o pai delas, o auxiliar de serviços gerais Sizenando dos Reis e Silva, de 42 anos, inquilino de Diogo. O triplo homicídio ocorreu na noite de ontem no Luizote de Freitas, região Oeste de Uberlândia. Após o crime, Diogo se trancou em um dos cômodos da casa e, depois de ameaçar outras vítimas, acabou sendo morto em confronto com a polícia.

Ele assassinou dois meninos, de 8 e 10 anos. A mulher de Sizenando Silva, Josiana da Costa Silva, 34 anos, grávida de 5 meses, uma criança e uma adolescente foram resgatadas pela polícia e levadas, em estado de choque, para o Pronto- socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Elas foram liberadas pouco depois das 22h. Os motivos do crime ainda não foram esclarecidos.

As primeiras informações estão relacionadas a um problema em relação ao aluguel do apartamento, mas a polícia não descarta outras hipóteses, como crime passional.

Paulo Augusto

Dilmar Crovato afirmou que Otacílio não fez nenhuma exigência e falava em matar outras pessoas

No dia anterior ao ocorrido, Otacílio Diogo teria ameaçado o  inquilino, foi conduzido à delegacia e depois liberado.

Pouco depois das 18h de ontem, armado com um revólver, Diogo invadiu a casa. Ele teria chegado disparando contra as pessoas que encontrou pela frente – as duas crianças e Sizenando Silva. A polícia foi chamada pelos vizinhos, que achavam que havia um incêndio na residência. Quando os militares entraram na casa se depararam com os três mortos.

Por uma janela que dá acesso à rua, a polícia entrou no imóvel e resgatou a moradora da casa e as outras duas reféns. Depois de libertá-las, tentou negociar com Diogo, mas ele se negou a dialogar, afirmando que mataria outras pessoas que se aproximassem dele. A polícia utilizou bombas de efeito moral para intimidá-lo.

Por volta das 20h, sem informações precisas se haveria mais reféns com Otacílio Diogo, a polícia invadiu o cômodo inferior do sobrado. Nesse momento foram ouvidas explosões de bombas de efeito moral e, na sequência, três disparos. Segundo a polícia, Diogo teria tentado atirar e foi morto. Ainda não se sabe quantos tiros o atingiram.

Cena encontrada pela polícia era "aterrorizante"

Paulo Augusto

Bombas de efeito moral foram detonadas no interior da casa

Aos poucos, a rua Roberto Margonari foi tomada de curiosos. Mais de 15 viaturas da Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e ambulâncias tomaram conta das proximidades do sobrado de nº 12. A PM fechou a rua e manteve os curiosos afastados a mais de uma quadra. Um grande contingente policial, entre os quais as companhias especializadas Grupo Tático Especial (Gate), Rotam, Rocca e negociadores treinados, foi deslocado para o local.

Todos queriam saber o que se passava e não faltavam especulações sobre o que estaria ocorrendo. Um morador que pediu para não ter a identidade revelada disse que não percebeu nada de anormal antes do crime. “É difícil de acreditar”, disse, antes mesmo de saber o número de mortes. Um jovem disse que conversou com Otacílio Diogo horas antes e que também não percebeu nada anormal. “Eu estava com ele até agora há pouco.”

A cena foi descrita pelos policiais como “aterrorizante”. As duas crianças estavam na entrada da casa e, pouco mais atrás, o pai delas. “Ele não fez nenhuma exigência. O único interesse que demonstrava era o de matar outras pessoas”, disse o coronel Dilmar Crovato, comandante da 9ª Região da Polícia Militar, que estava à frente da operação.
Logo que cessou a movimentação começou o trabalho da perícia técnica para determinar as circunstâncias em que as vítimas foram mortas.

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Comentários



Eliana
15/06/2009 - 12h22min
Esta matéria me chocou, e concordo plenamento com os demais, falta amor, e despreendimento pelo dinheiro, mais não podemos esquecer, que para uma pessoa chegar a esse ponto do tudo ou nada, deve ter motivos razoaveis, e as vezes as pessoas substimão as outras. Hoje no mundo em que vivemos, responsaveis pelos nosso filhos, devemos ter cautela na hora de tomar atitudes, que podem causar uma tragédia.

Luis Romão dos Santos
14/06/2009 - 13h36min
É muito lamentável este acontecimento. Tudo isso encerra em uma só frase.... "Falta de amor ao próximo" Se essa pessoa tivesse o amor fraternal verdadeiro não teria acontecido essa tragédia.

Risoneide de Oliveira
13/06/2009 - 19h49min
As pessoas estão precisando de amor no coração, é uma barbaridade um caso com esse.

joao Batista Gomes
13/06/2009 - 18h48min
Como podemos ver foi um crime anunciado.Mais uma vez deparamos com o despreparo da policia, falta de pratica + falta de vontade+ falta de comprometimento.Tudo isto poderia ser evitado.Infelizmente são duas familias, que ficam marcadas para sempre,duas crianças dois pai de familia.

junice
13/06/2009 - 15h06min
ótima matéria, os relatos são mesmo muito triste. Que tragédia como um ser humano é capaz de cometer uma barbaridade dessas. Os policiais estão de parabéns pelo serviço realizado.

ravan alves santos
13/06/2009 - 15h04min
sou policial militar o correio está de parabéns pela matéria. e eu queria frisar que o interesse da polícia e sempre preservar vidas mesmo a do infrator somente tendo de ceifá-las em ultimo caso como infelismente ocorreu ontem.

Fernanda de Maio
13/06/2009 - 13h31min
Lendo a notícia, pergunto-me: o que está acontecendo com os seres humanos? Perdemos a identidade? Lamentável...

lailson de oliveira gouveia
13/06/2009 - 12h45min
no tempo da escravidão, o triangulo mineiro era chamado de sertão da farinha podre, pois era com tal alimento que se tratava os escravos, depois do caso da babá e deste do aluguel, sugiro que se volte a utilizar tal termo nesta regiao em que a brutalidade predomina nas relaçoes humanas.

luis
13/06/2009 - 12h44min
tudo por causa do maldito dinheiro. excelente a reportagem.

Fabio Femanae
13/06/2009 - 12h12min
Fato lamental esse que aconteceu em nossa cidade, e muitos so achava que isso so acontecia em São Paulo, que Deus conforte a todos os envolvidos. Materia muito bem elaborada com imagens, equipe esta de parabens!

Eduardo Venancio Rocha
13/06/2009 - 11h43min
Parabéns resumiu de forma clara e objetiva uma tragédia que não tem explicações aparentes.Um linguajar acessivel a todos e sem sencionalismo, apenas informando o fim de uma ocorrência atipica em nossa cidade e deixa toda população perplexa.

Rafael Ferreira
13/06/2009 - 09h08min
Realmente nossa querida Gleide Corrêa reportou o ocorrido de maneira eficiente e polida, parabéns. Infelizmente mais uma tragédia em Uberlândia que talvez tenha sido efetivada pela própria lei que é branda ou cheia de falhas. No dia anterior poderia ter se feito algo com Otacílio, mas ele somente "foi conduzido e liberado em seguida". Cabe as "otoridades" compreenderem que uma reforma nas leis é mais que urgente.

Deile Rosa de Almeida
13/06/2009 - 07h36min
Excelente matéria, a forma como foi narrada nos permite inserir no cenário da tragédia. Esta equipe está de parabéns.







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