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Engarrafamento em horários de pico
Motoristas apontam cruzamentos mais críticos e reclamam dos horários de pico
Repórter
Atualizada: 30/06/2009 - 23h42min

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O advogado Vinícius Della Torres conta que, no fim da tarde, gasta cerca de 25 minutos para percorrer, de carro, a avenida Floriano Peixoto, entre as ruas Martinésia e Goiás. Para ele, o caos ocorre da avenida João Naves de Ávila até a praça Tubal Vilela. “Fico preso no trânsito de segunda a sexta-feira, sempre no mesmo horário.”

Assim como ele, diversos moradores de Uberlândia enfrentam o mesmo problema. Engarrafamentos em horários de pico é o assunto abordado na terceira reportagem da série de Trânsito do CORREIO de Uberlândia, que começou no domingo e termina neste sábado.

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran) apresentou uma lista com 10 cruzamentos considerados os piores pontos de congestionamento da cidade. Além da área central, as avenidas Rondon Pacheco e João Naves de Ávila são os mais problemáticos. Os usuários confirmam.

A esteticista Luciene Gomes Lizorno chegou a ficar presa no trânsito por 40 minutos na Rondon Pacheco. “Era cerca de 19h e estava saindo de viagem. Fiquei muito nervosa.” Segundo ela, a lentidão ficou mais intensa por causa de alguns acidentes que haviam ocorrido na via.

Para tentar driblar o trânsito, Vinícius Della Torres adotou o hábito de sair mais cedo de casa e ir embora mais tarde do trabalho. “O problema é que do escritório eu vou para a faculdade dar aula. Creio que o grande problema de Uberlândia é no fim da tarde, justamente por causa das universidades”, disse.

Depois de morar em outras cidades, o empresário Ricardo Araújo está em Uberlândia há 25 anos. Ele elegeu o cruzamento das avenidas João Naves e Rondon Pacheco como o mais estagnado. “É praticamente o dia todo”, disse. Ele acredita que o aumento da frota de veículos é inevitável e que há muito o que fazer para melhorar o fluxo.

“Se o transporte público fosse bom, as pessoas poderiam optar. É claro que não é um dos piores do Brasil, mas poderia ser melhor”, disse Ricardo Araújo. Já para o empresário Marcos Roberto Pereira, que mora em São Paulo, não há o que reclamar do trânsito de Uberlândia. “Aqui pelo menos a gente consegue andar, é 110% melhor.”

Assessor considera situação “tolerável”

De acordo com Divonei Gonçalves, assessor de trânsito da Settran, o fato de o uberlandense não vivenciar cotidianamente vários engarrafamentos, como acontece em grandes centros, uma situação de tráfego mais lento causa irritação. Porém, ele acredita que a realidade de Uberlândia ainda possui um tráfego de veículos tolerável.

“Se formos levar em consideração a extensão da malha viária do Município, os pontos onde ocorrem congestionamentos são poucos”, disse. O assessor de trânsito acrescentou que, com o crescimento da frota, é comum haver concentração de veículos, como é o caso do cruzamento das avenidas Rondon Pacheco com Nicomedes Alves dos Santos, por causa das universidades.

Ainda segundo Divonei Gonçalves, Uberlândia não tem “cara de trânsito”, ou seja, não há necessidade de se sair do destino uma hora antes do compromisso. “Ainda conseguimos planejar para nos locomover com facilidade, alternando o itinerário.”
Ainda assim, o assessor informou que há previsão de obras civis para melhorar o tráfego nesses locais, e em paralelo o investimento no serviço do transporte público, que inclui a construção de mais quatro corredores de ônibus na cidade. “A ideia é incentivar o uso do transporte coletivo e desafogar o trânsito de veículos individuais.”

Transporte coletivo deve ser estimulado

William Rodrigues, doutor em planejamento urbano e de transportes, define a problemática do engarrafamento em Uberlândia como preocupante. “Os congestionamentos ocorrem em casos pontuais, em horários em que há muita entrada e saída de veículos”, disse.

A alternativa mais viável para evitar que o problema se intensifique é, segundo ele, estimular o uso de transporte coletivo e bicicletas. Para isso, Willian Rodrigues explica que é necessário que haja investimentos no setor, a fim de tornar o serviço confortável, seguro, eficiente e com diferentes opções de integração.

“São medidas sofisticadas adotadas por outras cidades e países para diminuir a quantidade de deslocamento com carros. Porém, é uma situação a média e longo prazo, porque, para a pessoa deixar de sair de carro, o uso do ônibus tem que ser muito atrativo. Não dá para simplesmente obrigar”, afirmou o especialista.

Diminuir áreas de estacionamento, construir ciclovias e criar um planejamento que proporcione flexibilidade e liberdade que hoje só o uso do carro oferece. Um exemplo seria a criação de uma passagem que pudesse ser utilizada durante uma hora, para que o usuário tenha a possibilidade de realizar outras atividades usando o transporte coletivo.

Os 10 cruzamentos que mais geram engarrafamento em horários de pico e as medidas que a Settran pretende implementar.

- avenidas Rondon Pacheco com João Naves de Ávila – construção de viaduto
- avenidas Rondon Pacheco com Nicomedes Alves dos Santos – construção de viaduto
- avenidas João Naves de Ávila com Anselmo Alves dos Santos – revisão dos retornos e dos semáforos
- avenidas João Naves de Ávila com Floriano Peixoto — retira a conversão à esquerda para dar maior fluidez no trânsito
- avenidas Antonio Thomaz Ferreira de Rezende com Comendador Alexandrino Garcia — tornar o trecho mais urbano, rever pontos de retorno e incentivar a diminuição do uso de transporte de carga
- avenidas João Naves de Ávila com Segismundo Pereira — rever os movimentos permitidos
- avenidas João Naves de Ávila com Cesário Alvim — retirar a conversão à esquerda
- avenidas João Naves de Ávila com Nicodemos Alves dos Santos — construção de trincheira
- avenida João Pinheiro — projeto de requalificação da área central, que prevê a priorização do pedestre e o fim do uso do centro como passagem
- avenida Afonso Pena — projeto de requalificação da área central

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Comentários



Willie
30/09/2009 - 02h19min
Concordo com o Marcus, o cruzamento rondon x av dos municipios é terrível! o pior de todos! na minha opinião, nem o cruzamento joão naves x rondon é tão ruim quanto o outro, ou seja, mais uma vez a prefeitura pisou na bola e temos q aguentar os diversos congestionamentos dessa área. Além disso, o final lá da rondon (na ponte) tá insuportável tanto quanto! outros locais q também estão ficando insuportáveis de andar é ali na av. aspirante mega, cruzamento com getúlio vargas (tubalina/jaraguá) e outro cruzamento com imbaúbas/mognos (jaraguá/planalto), sendo q o primeiro tá cada vez pior e o último tem apenas uma rotatória (tá passando da hora um semáforo aí!). aliás, quem passou ou passa na aspirante mega sabe q ela só tem uma pista! acho isso o cúmulo, enquanto isso ela tem um canteiro central q dava pra fazer umas 3 ou 4 faixas! ninguém merece! =/

Sinária
20/07/2009 - 12h30min
E um absurdo fazer pinturas em meio fio enquanto que as Ruas e Avenidas estão sem faixas ... Cade as faixas da Rondon da Nicomedes Alves dos Santos .. Essas ruas daqui estão uma vergonha .. será que o Sr Prefeito anda de carro ?

Marcus Teixeira
14/07/2009 - 12h50min
Incluiria tambem nos cruzamentos mais movimentados, av. Rondon Pacheco com av. dos Municipios e av. Francisco Galassi, principalmente em periodo escolar.

Fabiano Botelho
30/06/2009 - 23h40min
Aproveitando que o assunto é transito: Av. Liberdade com Rua Tijuca, entrada do Praia Clube pelo Bairro Patrimônio. É o único local que quem está na via deve parar para dar preferência a quem entra no- estacionamento!!! Ridículo. Será que o poder do Praia Clube conta. Acredito que não. Mas o fato é que passo por ali todos os dias (acesso às faculdades) e já vi muita gente passando apuros por ali. Carros com famílias que vão ao Praia Clube e tem a preferência nesse cruzamento podem ser os mais prejudicados em uma colisão.

Fabiano Botelho
30/06/2009 - 23h30min
E no final da Rondon Pacheco, na ponte próximo ao Praia Clube??? Tá insuportável.

Eliane Paulino
30/06/2009 - 21h36min
E para piorar. ainda mais , é inacreditável que se faça obras ou pinturas nas pistas de rolagem ( ruas e avenidas) centrais ou prõximas ao centro, em pleno horário de rush. Ora! Tais serviços deveriam ser realizados à noite e como já acontece nas grandes cidades.

jaime azevedo
30/06/2009 - 20h15min
São condutores mal preparados, so respeitam as leis de transito qdo estão em auto-escolas, depois tornam verdadeiras feras. Pois os motoristas não arrancam imediatamente ado sinal abre, isso provoca engarramento, sel falar nos que ficam na faixa da esquerda lentos, impedindo a passagem dos demais, fazer viadultos so nao resolve, o que precisa mudar, é acabar com as converssões à esquerda e semáforos sincronizados em todas as vias de mais fluxo e de rolamento.

Kleber Carlos Ribeiro Pinto
30/06/2009 - 17h00min
A "bola da vez" é o projeto de viaduto na avenida João Naves sobre a a avenida Rondon Pacheco. A notícia indica que o Estado de Minas Gerais está aportando cerca de 12 milhões para fazer a obra, e que esta deverá ficar mais cara, pois a prefeitura terá que colocar a sua parte também. É muito dinheiro para ser colocado no lugar errado. Se vier mesmo a construir este viaduto, ficará impossível atravessar a Cesário Alvim, a Floriano Peixoto e a João Pinheiro. Todo o congestionamento e poluição do trevo irá para o miolo da cidade. Seria mais inteligente construir um viaduto simples para ligar a Rua dos Carrijos à Rua Tenente Virmondes para desviar parte do tráfego de veículos que hoje so tem os viaduto da Joaquim Cordeiro e da Duque de Caxias para transitar entre o centro e os bairros Saraiva, Santa Maria, UFU, Lagoinha, Santa Luzia e Finotti.

luis fernando batistela
30/06/2009 - 14h18min
1) fazer da rondon pacheco 4 pista de rodagem expressa e local +ou- como é marginal tiete e pinheiros (SP)em alguns trechos. Isto já passou de hora de ser feito é mais barato para nós contribuinte.Viadutos mau usado só gera gastos desnecessário. Ex. o viaduto da duque de caxias que a engenharia de transito virou uma unica mão e fizeram o absurdo de colocar mais um semafaro na rondon e que só carrega a lentidão da Rondon. Voces da engenharia errou muito nesta situação. 2) Com 4 pista na Av Rondom Pacheco a velocidade da expressa vai para 90km/h o que vai aumentar a fluidez do transito em nossa cidade. Tenho mais comentários para fazer, mas vejam que falei de uma situação bem lógica.

Juliano Dutra
30/06/2009 - 11h07min
O grande problema de Uberlândia é o transito de carros lentos na faixa da esquerda, impossibilitando ultrapassagens e fluidez do transito acarretando em acidentes e lentidão em trechos que deveriam ser rápidos. Uma sugestão seria o jornal fazer uma campanha de conscientização.

Gustavo Ribeiro
30/06/2009 - 10h42min
Realmente Uberlândia está começando a sofrer com os congestionamentos. Mas o meu comentário/alerta/crítica é com relação a falta de sinalização para pedestres, pois a grande maioria dos semáforos só têm luzes para os motoristas, falta a sinalização de alerta aos pedestres que o sinal para os veículos está para abrir. Outro grande problema que vejo todos os dias é no cruzamento da Av. Fernando Vilela e a Av. João Pessoa, neste cruzamento o pedestre não tem vez. Vejo que o sinal quando fecha, há em média 3 veículos e/ou motos furando o sinal e antes de abrir já furam o sinal também. Ninguém respeita ninguém, é fácil ver quase atropelamentos e acidentes. Já solicitei a secretaria de trânsito e transporte por meio de email, uma avaliação do local, sugerindo radar nos 3 cruzamentos (isso mesmo, 3 cruzamentos, pois quem vem da João Navez termina ali. Pois infelizmente, o brasileiro só respeita quando dói no bolso. Mais uma vez, radar neste cruzamento. Grato pelo espaço de comentário.







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