Até quando meu DEUS??? Até quando teremos que presenciar a impunidade nesse nosso Brasil? Pergunto a todos.
Vemos com alegria nossos jovens, tão ameaçados pela crescente onda de violência que assola a sociedade brasileira, procurarem o caminho da religião, seja freqüentando as missas dominicais da Igreja Católica, seja nos Cultos Evangélicos, seja nos Centros Espíritas. Obreiros de DEUS, ajudando ao próximo, a si mesmo, aproximando-se do Criador e afastando-se de destruidores de lares, meliantes que vêem nos jovens potenciais parceiros de crimes.
Campanhas diversas são feitas pela comunidade religiosa, visando afastar os jovens das drogas, do álcool, da criminalidade. Atividades são desempenhadas para buscar conscientiza-los da importância dos valores familiares, da ajuda ao próximo, da paz de espírito.
Crimes ocorrem diariamente, muitos permanecendo no anonimato, outros trazidos ate o conhecimento da população, dados os requintes de crueldade e gravidade em sua prática. Não são poucos os que podemos citar, em curto lapso temporal. Caso Suzane Von Richthofen, caso Isabela Nardoni, caso João Helio e tantos outros que podemos lembrar.
A impunidade que impera, nosso sistema Penal arcaico, cheio de brechas aproveitadas por advogados astutos, brechas estas que deixam criminosos perigosos andando livremente nas ruas, enquanto nos, pessoas que tentamos pautar nosso dia a dia na honestidade, trabalho árduo, estudo concentrado, temos que nos refugiar em prisões domesticas, grades cada vez mais altas, com medo de chegar em casa e ser abordado por um salafrário malfeitor que esta livre graças a tais brechas penais, ficando em suas mãos nossas vidas, dignidade, bens.
Outra que causa-nos grande indignação é a conduta de certos representantes de direitos humanos, que DEVERIAM cuidar dos menos favorecidos, que vagam pelas ruas a pedir esmolas para proverem sua sobrevivência, que lotam morros ameaçados de ruírem a qualquer ameaça de chuva forte, de órfãos que clamam por um futuro digno, mas que ao invés disso, preocupam-se com a integridade física e moral dos bandidos que são conduzidos às carceragens. Preocupam-se com suas condições de instalação, sua alimentação, saúde, lazer, vão ate as portas das Delegacias, muitas vezes antes mesmo dos bandidos lá chegarem, zelar, repito, por sua integridade. É certo, são seres humanos, merecem ter seus direitos zelados. Mas pergunto-lhes: Será que eles, quando foram praticar os crimes horríveis, pensaram nos direitos de suas vitimas? Pensaram em pelo menos preservar a vida, a dignidade, dos pobres que caíram em suas garras? Todos sabemos a resposta. Então porque preocupam-se as Entidades de Direitos Humanos com os presidiários e esquecem de quem mais precisam deles?
Bem aventurados os que conseguem achar o caminho da religião, e fogem desse mar de podridão chamado criminalidade. Mas será que todos que recorrem a religião estão mesmo salvos? Será que a violência e a impunidade também já não contaminou o seio das Igrejas, templos e centros? Com muita tristeza vos digo: SIM.
Retrocedemos a um lapso temporal de oito anos, em março de 2001, quando um crime bárbaro chocou a sociedade baiana. O jovem João Lucas Terra, de 14 anos, foi barbaramente assassinado. Seu corpo foi encontrado carbonizado em um matagal próximo a Igreja Evangélica (que não citarei o nome por questões éticas) onde era obreiro. Testemunhas contaram a PM que viram o jovem entrar no carro do então Pastor Silvio Galiza, no fim da tarde do dia do crime. Segundo relatos de seu pai, Carlos Terra, que conta em um testemunho emocionado, através de um arquivo de apresentação de slides que circula pela internet, o estudante foi colocado dentro de uma caixa de madeirite, ainda vivo, e nela atearam fogo.
A PM baiana, mais tarde veio a revelar que, para o espanto geral, o garoto antes de ser morto fora vitima de abuso sexual e que tal barbaridade foi cometida pelo Pastor Silvio Galiza, na época pastor da Igreja onde João Lucas era obreiro, juntamente com outro Pastor, Fernando Silva e Joel Miranda . Ambos os pastores aguardam julgamento no presídio. Joel ainda esta foragido e é procurado pela Policia do Rio de Janeiro, onde acredita-se estar ele escondido.
Conta Carlos Terra que, no período da prisão dos pastores, recebera diversas ameaças de morte contra sua família, por telefone, caso não desistisse da ação contra a Igreja em questão. Indagada sobre tais fatos, bem como o caso do homicídio, a direção geral da Igreja não se pronunciou. Conta também que no Inquérito Policial foi constatado ser Galiza autor do crime, sendo este indiciado por Homicídio Triplamente Qualificado (motivo torpe, com emprego de fogo e sem restar à vitima possibilidade de defesa). Porem o juiz negou-se a expedir mandado de prisão contra o Pastor.
Inconformado com tal injustiça, Carlos Terra foi a diversos órgãos de defesa dos direitos humanos espalhados pelo mundo fazer um apelo para que a justiça fosse feita. Foi ate o Ministro da Justiça do Brasil e com ele conversou pessoalmente, pedindo a prisão do assassino de seu filho.
O Tribunal de Justiça da Bahia, por unanimidade, votou por mandar Galiza para ser julgado pelo Tribunal do Júri. Porem os advogados de defesa interporam recurso ao Supremo Tribunal Federal, instancia maxima da justiça brasileira. Desde então Galiza continua preso.
Porem, o pior, meus caros, aconteceu. Galiza foi transferido do regime fechado para o semi-aberto, e Fernando Silva, que fora acusado de co-autoria, foi posto em liberdade graças ao pedido de Hábeas Corpus feito pelo advogado de defesa, e concedido pelo STF. Agora em liberdade, Fernando Silva pode vagar por ai espalhando sua podridão sórdida, e talvez deturpando a palavra de DEUS em algum templo pelo Brasil afora. Galiza gozando dos benefícios do regime semi-aberto.
Os pais de João Lucas, indignados, disseram que continuarão a luta por justiça e não descansarão ate verem os assassinos de seu filho pagarem por tudo o que fizeram com ele. Carlos Terra inclusive escreveu um livro de quatrocentas paginas onde conta a adolescência de João Lucas, bem como o que a Igreja fez e faz para acobertar os fatos e fazer com que a opinião publica deixe cair no esquecimento mais um caso brutal de assassinato.
Vendo tudo isso, pergunto-lhes: Onde iremos chegar? Onde a violência vai nos levar? Lugares onde pensávamos ter segurança para deixar nossos filhos freqüentarem, tem em seu bojo crápulas como esses pastores, que destruíram uma família e trouxeram o gosto revolta e da sensação de impunidade à sociedade brasileira. Em quem mais poderemos confiar??? Fica aqui a pergunta!