Quando Santos Dumont, há alguns anos, deu um pequeno vôo na França, com seu 14 bis , jamais imaginou que logo depois o homem iria à Lua com o desenvolvimento de sua invenção. Esse fato para aquela época era maluco.
Vamos lançar aqui outra ideia que, em principio, irá também parecer maluca . Talvez não esteja vivo para ver , mas, com certeza, irá se concretizar.
Vamos lá: “ Ficaria decretado que toda residência terá que a partir de determinada data, dar destinação final à produção do lixo que ela gerar.”
Isso é: Se gerar. Pois será por vezes, proibido produzir lixo. Uma cidade sem lixo.
Parece impossível? Vejamos: Os governos, Federal e Estadual deixariam de repassar os recursos que os municípios teriam direito caso em alguns anos, não fechassem o seu lixão, ou mesmo o seu aterro sanitário. Seria proibido ter um local para destinação do lixo e caminhões de coleta de lixo domiciliar. Seria proibido, sob severa penalidade aos moradores, as residências descartarem lixo sem os cuidados citados a seguir:
Todo cidadão seria cadastrado nacionalmente, usaria o próprio CPF, e quando fosse efetuar suas compras, ao passar pelos caixas, antes seria digitado o seu número, para ficar comprovado os produtos adquiridos e se por acaso alguns desses objetos fossem encontrados descartados na rua ou em outro lugar , pelo código de barra, saberíamos quem foi o comprador que seria penalizado juntamente com a empresa que produziu um lixo não reutilizável, pois essa penalidade faria com que as indústrias buscassem soluções para produtos ecologicamente corretos. Imaginem as garrafas PETs. Se você quisesse consumir esse produto, ficaria registrado que comprou e teria que levar de volta até um ponto de coleta disponibilizado pela empresa produtora.
Com isso todos iriam produzir embalagens retornáveis como fazem hoje com as cervejas ou refrigerantes de garrafas de vidros, a exemplos das garrafas de coca-cola de 01 litro, todas as vezes que necessitássemos comprá-las levaríamos os cascos. Assim seria com o leite, óleo, café, tudo o que fosse possível, seria fabricado em embalagem reutilizável. Mesmo porque, até há pouco anos, tínhamos que levar uma vasilhame para comprarmos o óleo que vinha a granel. O leite também era oferecido assim. Teríamos então, que estudar o que levar para casa, pois não poderíamos jogar nada fora, lembrem-se, não haveria mais caminhões de coleta de lixo e lixões para descartarmos nossas sobras. Por isso, sacolinhas plásticas ...adeus. Nunca mais, pois iríamos fazer o que com elas? Não poderíamos mais descartar o lixo fora. Cascas de frutas, restos de alimentos (arroz,feijão) em primeiro lugar é parar de produzir esse tipo de lixo, pois esses restos, são excessos que nós brasileiros temos o péssimo habito de produzir, pertencemos a um país ainda pobre, mas produzimos lixo de populações de países riquíssimos .Só para ter noção, cada brasileiro, do mais paupérrimo ao mais rico, produz 365 quilos de lixo por ano.
Consumimos em excesso.Temos que aprender a viver com menos, com o necessário, na medida.. Mas, se mesmo assim, ainda existirem restos orgânicos , teríamos que transformá-los em adubo. Para isso, os fabricantes de fogões, fornos elétricos e micro-ondas teriam que produzi-los de maneira que eles transformassem esses resíduos em extratos desidratados e posteriormente utilizados como adubo. Colocaríamos nesses fornos e apertaríamos uma tecla de desidratação e pronto. Estaria o nosso lixo transformado em adubo, para uso próprio, pois também teríamos que produzir parte daquilo que iríamos consumir. Caso sobrasse , seria doado para entidades, , e elas recolheriam assim que ligássemos informando que possuímos alguns quilos para serem doados. Não poderíamos esquecer, não teríamos mais caminhão de lixo, e sim recolhimento de adubo.
Com essas ideias acima, já começa ficar mais esclarecedor a dinâmica do funcionamento da cidade sem lixo. A maior contribuição seria de nós próprios com pouca participação das empresas. Não é nada impossível. Se não levarmos em nossas compras, as temíveis sacolinhas, os produtos PETs, e outras embalagens plásticas, ficaremos bem pertos de atingir os objetivos dessa ideia maluca. Sabe onde podemos buscar exemplo para colocarmos em prática esse procedinmeno? Na própria natureza. Sim, pois a natureza, desde o seu nascimento até o dia em que morre, a exemplo de uma árvore , nunca gera lixo. A árvore nasce, cresce, morre, apodrece, fornecendo extratos pra que outros sobrevivam, como os fungos do tipo dos cogumelos e adubo para outras plantas. É um ciclo perfeito em que precisamos também obedecer. A mais perfeita simbiose entre seres da natureza. Outro exemplo? O boi quando morre em um frigorífico é aproveitado em 100% . E assim poderíamos enumerar diversos exemplos. A idéia da cidade sem lixo, parece maluca? Maluca sim! Mas, MALUCA BELEZA VERDE.
Carlos Rodovalho / Graduado em Adm Empresas- UEMG /
Pós-Graduado em Gestão Ambiental –Fac. Católica
Especialista em Perícia Ambiental – CREA-DF e Prof . Universitário