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VC CORREIO - A Luz da Morte
"Era uma luz branca, refletida num vidro no final do corredor"
Winston Carlos Martins Júnior
Atualizada: 30/01/2010 - 11h54min

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Quinta-feira, 18 horas e 25 minutos. A última aula do dia (História) parecia demorar muito mais do que o relógio marcava. Meu estômago reclamava de fome e eu contava os segundos para a aula acabar e ir para casa.

Ao fim da aula, como sempre, fui o último a sair da sala, pois não consigo me apressar, nem que minha vida dependa disso! Saí da sala para o corredor deserto e sem iluminação - sem dúvida algum engraçadinho apagara as luzes para fazer alguma brincadeira. Cuidadosamente, andei até o centro do corredor e comecei a descer as escadas. Porém, quando cheguei ao primeiro andar, uma luz me chamou a atenção. Era uma luz branca, refletida num vidro no final do corredor.

Eu estava prestes a continuar a descer quando me lembrei de que as luzes estavam todas apagadas. Olhei, atentamente, para a luz e segui em sua direção. Era uma iluminação bem forte e, após prestar muita atenção, percebi que vinha de dentro da sala do vice-coordenador. Nesse momento, senti os pêlos em minha nuca se eriçarem. O vidro daquela sala possuía uma película escura muito gorssa - a luz tinha que ser, extremamente, forte para brilhar com aquela intensidade, mesmo de longe.
Continuei andando até que parei em frente à janela. A luz era, de fato, muito potente. Embora eu estivesse morrendo de medo, minha curiosidade era imensa. Por isso, respirei fundo e abri a prota. A luz era de um branco cegante. Por dois ou três segundos, não conseguia enxergar nada. De repente, a luz se apagou. Toda a sensação de calor que vinha dela, imediatamente, desapareceu. Olhei para toda a sala, tentando ver algo, enquanto meus olhos se acostumavam com a ausência de luz. Após alguns segundos, percebi que havia algo no chão. Tateando na parede, encontrei o interruptor e liguei-o. Dois segundos depois, desejei que não tivesse feito isso. Um homem de cerca de 30 anos jazia morto em meio a uma poça de sangue no chão com um corte que ia de um lado a outro de sua barriga.
Comecei a gritar, desesperado, sem saber o que fazer. Corri até a entrada da escola e, freneticamente, expliquei ao porteiro sobre o homem morto e o levei até lá. Imediatamente, ele chamou a polícia e a escola foi cercada. Após dar um depoimento de duas horas, fui liberado e chamei um táxi para ir embora, pois meus pais estavam viajando. Não contei a nenhum policial sobre a luz branca - ninguém acreditaria.
Quando cheguei em casa, recebi uma mensagem de texto em meu celular. Ao lê-la, fiquei paralisado, sem saber o que fazer. Ela dizia: "Você sabe meus métodos. O próximo será você." Um minuto depois, ouvi alguém tentando entrar em minha casa e vi, novamente, a luz de um branco cegante.

Winston Carlos Martins Júnior
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Comentários



Mariana B.
29/01/2010 - 22h16min
Eu amo esse texto. Parabéns mais uma vez amigão! Continue nesse talento todo! Atéeeee

Camila
28/01/2010 - 18h15min
Ótimo texto...Continue escrevendo! Vou visitar o seu blog.

Mariana Sivieri
28/01/2010 - 13h14min
Winston! Tá de parabéénss ouu! Você escreve muito bem e seus contos sempre parecem verídicos! Muiito bomm! =D

Camila Melo
27/01/2010 - 22h04min
winston voce escreve verdadeiramente bem... continue assim! espero encontrar textos seus no jornal algum dia

jane
27/01/2010 - 16h59min
Adorei. Continue escrevendo, você sabe prender a atenção da gente até o fim. Parabéns.

Lucas B.
27/01/2010 - 12h56min
Wiiinston tá de parabéns cara, realmente, como eu disse no seu blog, tá muuuito real, eu adorei a ideia da história o/ pra explicar: NÃO é real esse conto :D

William
27/01/2010 - 12h37min
Parabéns! Excelente trabalho!

Winston Carlos Martins Júnior
27/01/2010 - 11h06min
No meu blog há mais textos narrativos, quem se interessar, o endereço é: www.pensamentoswinston.blogspot.com

Winston Carlos Martins Júnior
27/01/2010 - 11h02min
Não, a história não é real. Foi a última redação que tive que fazer no ano passado e, dentre as três opções de texto, uma era a narração. Não tinha que ser verídica, apenas verossímil.

Danilo Mendes Arantes
25/01/2010 - 20h14min
TENSO!

Barbie
25/01/2010 - 20h08min
descuoa ...mas queria saber também ,se essa história é real ....

libia g borges
25/01/2010 - 18h40min
se for uma parte de uma historia,porfavor fale o nome do livro.

felipe maciel cardoso
25/01/2010 - 15h54min
nao entendi nada afinal isso é um conto ou é real?c alguem puder mi responder ficarei grato







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