Com nova idade e o nome conhecido nacionalmente, a jornalista Ana Angélica Martins, participante do “Big Brother Brasil 10”, chegou ontem à tarde em Uberlândia, no dia de seu aniversário de 25 anos. A jornalista ficou surpresa com o assédio e os carinhos dos fãs que a aguardavam no Aeroporto Tenente Coronel Aviador César Bombonato e cantaram “Parabéns para você”. Ana Angélica permanece na cidade natal até amanhã.
Ximena Inês Nunes, 30 anos, saiu do trabalho e pegou três ônibus para chegar ao aeroporto, onde aguardou por duas horas a chegada do ídolo. Fã de esporte, a técnica de informática disse que acompanhava Ana Angélica desde quando era apresentadora de um programa local, mas a admiração aumentou devido ao comportamento da sister dentro da casa do “BBB”. “Ela é uma pessoa verdadeira, gosto do jeito que ela fala”, disse. Ximena conta que passou horas em frente ao computador votando em Marcelo Dourado. “Levava o notebook para todo lado e nunca mais assisti depois que ela saiu. Pra mim, o “BBB” acabou naquele dia.”
Além dos tietes, Ana Angélica foi recepcionada pela tia Silvana Martins e a avó Felicidade Lopes, com direito a balões coloridos. Quando questionada se gostou da participação da neta no programa, Felicidade Lopes disse “médio”, mas não quis explicar o porquê.
Ana Angélica disse que de Uberlândia segue amanhã para o Rio de Janeiro e de lá para Belo Horizonte, onde irá comemorar o aniversário com os amigos. Confira entrevista com a Morango.
CORREIO: Seu pai falou sobre sua paixão por Uberlândia e acredita que, se você recebesse uma proposta boa de emprego aqui, voltaria. Essa não seria sua chance de alçar voos em emissoras dos grandes centros?
ANA ANGÉLICA: Três meses antes do “BBB”, mudei para São Paulo em busca de melhores oportunidades. Está cedo para dizer aonde vou morar. Acho que Uberlândia tem uma qualidade de vida que não gostaria de perder. Se não voltar a morar aqui, é porque existem possibilidades de emprego interessantes no eixo Rio-São Paulo.
Já tem algo confirmado?
Certo não, mas tem muita proposta bacana que está sendo analisada.
Ainda no Aeroporto de Uberlândia, a ex-BBB e jornalista atendeu à reportagem do CORREIO
E o ensaio fotográfico nua, vai acontecer? Seu pai disse em entrevista ao CORREIO que é contra.
Paulo Augusto

Não recebi convite oficial. Quando cursava a faculdade de Jornalismo fiz vários trabalhos como modelo e atriz. Meu pai coruja e ciumento que é, não gostava, mas eu encaro o trabalho numa boa, se a proposta for interessante.
De que forma você acredita que sua participação no “BBB” contribuiu para o combate ao preconceito contra a comunidade LGBTS (Lésicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros)?
Nunca imaginei que as conversas sobre o assunto pudessem transpor os muros da casa e provocar tanta mobilização dentro e fora do Brasil. Recebo diariamente milhares de e-mails, tweeters e mensagens de pessoas homossexuais, principalmente adolescentes, dizendo que se sentem mais confiantes para conversar abertamente sobre o assunto com suas famílias. Tenho recebido um retorno positivo de pessoas heterossexuais também, contando que passaram a enxergar a questão de outra forma, sem preconceito.
Você entrou em milhares de lares e se tornou uma celebridade instantânea. Você considera que seu comportamento na casa pode ser usado como exemplo para os jovens brasileiros?
Eu tive atitudes bacanas na casa e cometi alguns excessos também. Não fiquei me policiando o tempo todo, fiz tudo o que eu tive vontade de fazer. Brinquei, chorei, mas sempre respeitei as pessoas lá dentro, tanto nas festas quanto em momentos mais tensos. “Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.”
E a bebedeira da festa? Se voltasse atrás, mudaria aquele dia? E aquelas brincadeiras no quarto com insinuações sexuais?
Excedi um pouco na festa, mas, na casa, me senti no meio de amigos. Na maior parte do tempo, parecia mesmo que eram. Não fiz absolutamente nada pensando em ser um ícone. Fui lá dentro exatamente como sou aqui fora.
Por que a mudança tão repentina de comportamento? Estava tão sossegada durante o jogo e de repente se impôs, como na briga com Marcelo Dourado?
Nas duas primeiras semanas, o meu corpo estava na casa, mas a minha cabeça e o meu coração estavam aqui em Uberlândia. Quando não a vi (ela fala de sua namorada) no dia do meu primeiro paredão, senti a ausência dela como um recado de que não estávamos mais juntas, aí entrei por completo no programa. Sobre o Dourado e o meu rompimento com os colegas da casa Luxo, aconteceu porque eu discordava das atitudes deles. Não aceito participar de uma conversa ou uma combinação que eu considere injusta.
Reconciliações vão acontecer aqui em Uberlândia?
Se Deus quiser, sim.
Com sua mãe também?
Pode até ser, mas não nesse momento. Já tinha conversado com ela sobre isso e acho que ela escolheu um péssimo momento para expor nosso desentendimento para a mídia. Eu pesquisei na internet e não gostei. A gente pode até voltar a conversar, mas noutro momento. Eu fico chateada, porque ela está usando o nome das pessoas que amo para se promover. Espero que os veículos de comunicação tenham cuidado, porque se trata de uma questão muito séria.
O que vai fazer aqui até amanhã?
Vou dar uma volta pela cidade e agradecer o carinho das pessoas que foi muito grande.
Um recado para quem torceu por você em Uberlândia.
Obrigada, obrigada, obrigada!!!
Um recado para quem não concorda com suas atitudes na casa.
Ainda bem que cada ser humano é diferente do outro. Acho que aí está a graça da vida.