A maratona
Correr nos ensina a nos desafiar. Ensina a ir além quando pensamos até onde poderíamos ir. Ajuda-nos a descobrir do que somos feitos e o que fazemos, e isso nos dá mais vida. A corrida me apresentou uma vida mais saudável, o lazer, novos amigos e as viagens das competições que são gratificantes.
No começo era para controlar o peso que insistia em avançar com o passar dos anos, depois vieram outras motivações. E hoje, é para provar pra mim mesmo que os desafios são para sempre e só dependem de quanto nos esforçamos para superá-los. Meus primeiros quilômetros foram infinitamente difíceis. Os 5 quilômetros do Parque era um limite sofrido. A construção passo a passo me permitiu o sonho de participar da São Silvestre, uma corrida festiva de 15 quilômetros, orgulho para qualquer corredor. Hoje, os 42 quilômetros da maratona são cansativos, mas compensado pelo prazer da realização. O esforço da prova não é aconselhável para qualquer pessoa, mas o prazer de concluir a prova é algo indescritível.
Participar de uma maratona começa muito antes da largada para os 42,195 quilômetros. A pessoa que se dispõe a correr uma prova como esta, além de treinar, precisa ter disciplina, persistência e uma boa dose de coragem.
Uns receiam-na, outros dizem mal dela, odeiam-na!…, chegam a dizer que pode matar, mas ela continua a ser o sonho de muitos por esse mundo afora! Quando a corremos pela primeira vez e atingimos a linha da chegada, por breves momentos sentimo-nos como se tivéssemos cometido um ato heroico! Talvez o mais fantástico mesmo não é a prova em si, mas ter tido a coragem de começá-la com tudo que envolve a competição.
Muitos perguntam, por que exigir tanto do corpo para correr uma maratona, se para obter ganhos físicos não é preciso tanto? Esta é uma pergunta difícil de responder. Acredito que a resposta seja tão vaga quanto a que foi dada pelo alpinista britânico George Herbert, quando insistentemente lhe perguntaram por que motivo expor o corpo ao risco extremo ao escalar o Monte Everest. Ele simplesmente replicou: “É porque ele está lá”.
Já participei de muitas maratonas e a resposta é indescritível para cada uma delas. Pode até não existir ganhos fisiológicos, mas o benefício psicológico, sem dúvida, é único após cruzar a linha de chegada. Você aprende mais sobre si mesmo ao concluir os 42 quilômetros da prova do que em qualquer outro dia de sua vida. E foi assim que o lendário corredor tcheco Emil Zatopeck retratou o seu sentimento: “Se você quer correr, então corra uma milha. Se você quer experimentar outra vida, corra uma Maratona”. Se algum dia puder, participe pelo menos uma vez e aí usará essa distinção não na lapela, mas no coração, para o resto de sua vida.
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Alexandre Corrêa disse:27/10/11 16:55
Meu amigo Nilson, seu texto expressa muito bem o processo de amadurecimento do treinamento até se chegar a uma maratona. Os resultados, posso afirmar pela experiência de passar por boa parte do que descreve, são muito positivos. A vida se torna mais simples, leve e bela. Obrigado pelo incentivo de sempre.
Abs.Alexandre Corrêa.
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iivufzgrc disse:25/06/12 14:22
http://www.tekila-et-ses-amis.net/ 49212814936 http://www.hd-digitalsat.com/ 93958552288 http://www.isabelmarantsneakerspascher.info/
Hello. And Bye.
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