Os bons e os maus exemplos
Confesso que não me orgulho dos presidentes que sempre tivemos no Brasil. E isso não tem nada a ver com as minhas convicções políticas, mas com as minhas opiniões como admirador de bons exemplos, principalmente, os praticantes de hábitos saudáveis e como alguém que procura cuidar do corpo e da saúde. Alguém se lembra de algum presidente brasileiro nos últimos muitos anos que tenha sido flagrado correndo ou malhando? Bem, tenho que dizer que me lembro de um, que não foi exatamente ótimo exemplo em se tratando de democracia e do zelo aos bens públicos. É ele Fernando Collor de Mello, que adorava ser fotografado correndo, muito mais para mostrar o seu lado pop star, serviu até mesmo de inspiração para o cantor Jorge Benjor musicá-lo como “Surfista de Trem” na música WBrasil. Ao contrário dos representantes do nosso país, é comum ver presidentes e ex-presidentes estrangeiros se exercitando a valer. Nicolas Sarkozy, o francês, não deixa de praticar atividade física onde quer que vá, correu nas ruas de Nova York, seguido de perto pelos pobres seguranças, que se esforçavam para acompanhá-lo.
Os americanos Bill Clinton e Barack Obama também dão as suas passadas, isso é o que eu chamo de um bom exemplo. Acredito que ver alguém praticando atividade física é sempre fonte de inspiração. Quando ela vem do líder máximo do seu país ou do seu Estado ou cidade, mais ainda. Cadê os nossos?
Alguém diria que Aécio Neves, ex-governador do nosso Estado, é um adepto dos exercícios físicos? Recentemente, foi manchete nos telejornais quando flagrado numa blitz negando-se a fazer o teste do bafômetro. Somente após o diagnóstico de um câncer, potencializado pelo tabaco, Lula prometeu deixar de lado o cigarro seu companheiro por muitos anos. Muitos quilos acima do peso e, ao que consta, nem sequer joga mais uma peladinha com os amigos. Em um mundo que vê crescer as taxas de obesidade dia após dia, acho que malhar e servir de exemplo aos seus cidadãos seria, no mínimo, uma iniciativa nobre de nossos governantes. Mas os nossos políticos, certamente, têm outras prioridades na cabeça. De acordo com a OMS (organização Mundial da Saúde), é possível reverter os problemas geneticamente adquiridos em até 80%, tendo um estilo de vida saudável, incluindo atividade física regular. É ou não é uma excelente plataforma política a ser disseminada para a população?
A atual presidenta Dilma Rousseff também passou por um tratamento de câncer pouco antes de ser eleita. Alguém já a viu com um par de tênis fazendo cooper? Como diz o preparador físico Nuno Cobra, a falta de prevenção começa por nossos planos de saúde, que mais parecem planos de doença. Talvez esteja na hora de os nossos governantes levantarem esta bandeira.
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