Nilson Paulo de Lima

"Nós somos a soma de nossas decisões"

Treinos e Metas Um Ultramaratonista que, ao longo dos anos e dos quilômetros acumulados, acredita que a corrida pode te levar aonde você quiser ir.

7/06/2012 7:01

O corredor Drauzio Varella

Consultor financeiro

A biografia do médico Drauzio Varella é extensa: escritor, professor, apresentador de televisão e rádio e por aí vai. Entre os vários livros que publicou, é autor do “Estação Carandiru”, que se transformou em filme de sucesso. O que muita gente não sabe é que Varella é um apaixonado por corridas. E, para quem reclama da idade e falta de tempo, vale a pena ler a entrevista deste maratonista de quase 70 anos de idade, publicada na “Runners World”, principal revista de corrida do mundo.

“Quando eu estava prestes a completar 50 anos, um amigo me disse que naquela idade começava a decadência. Então resolvi fazer alguma coisa legal para comemorar a data e tive a ideia de fazer uma maratona. Já comecei a correr pensando nos 42 km. Pouco tempo depois, outro amigo me passou um programa de treinos e fui seguindo como podia. No fim daquele ano, corri a Maratona de Nova York em 4h01. Isso foi em 1993, e, desde então, já participei dessa prova mais umas sete ou oito vezes. Também já corri em Chicago, Berlim e Joinville — meu melhor tempo é de 3h38, em 1994, em Nova York.

A maratona é minha distância preferida. Ninguém corre 42 km sem estar preparado, todo mundo ali sabe o que está fazendo, então existe muito mais respeito. Treino duas vezes por semana. Cada treino varia entre 15 e 25 km, depende de quanto tempo tenho.

Também subo os 16 andares do meu prédio duas vezes por semana. Vou pelas escadas e desço pelo elevador, onde aproveito para ir me alongando. Repito isso entre oito e dez vezes. É puxado, mas me dá um fôlego danado e, com certeza, me ajuda a correr melhor.

Se as pessoas fizessem mais exercício e não ficassem paradas, seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e se senta, é uma sensação muito boa.

Sempre levo meu tênis quando vou viajar. Tem coisa mais gostosa do que, em um dia de congresso, você se levantar cedinho para treinar? Corro duas horas e depois passo o resto dia sentado, sem culpa, ouvindo as pessoas falarem sobre os assuntos de que eu mais gosto. É uma delícia.

Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho.

Comentários 1

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  1. Renato Dibachti disse:12/06/12 13:30

    É realmente um exemplo de vida, assim como o amigo Nilson, ambos dedicados ao esporte!

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