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	<title>Treinos e Metas</title>
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		<title>Correndo por aí</title>
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		<pubDate>Thu, 16 May 2013 10:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vivemos resignados à rotina da vida cotidiana, mas, dentro de cada um de nós, há desejos inexplorados, anseios adormecidos e sabe-se lá quantas malas por fazer. Aprendi com a corrida a não me acostumar com o normal e encontrar caminhos que revitalizam. Aquela simples corrida que começou para perder peso também me ensina que, na vida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos resignados à rotina da vida cotidiana, mas, dentro de cada um de nós, há desejos inexplorados, anseios adormecidos e sabe-se lá quantas malas por fazer. Aprendi com a corrida a não me acostumar com o normal e encontrar caminhos que revitalizam. Aquela simples corrida que começou para perder peso também me ensina que, na vida, o importante não é atingir o destino, mas saber desfrutar da trajetória. E foi assim, num desafio de tirar o fôlego de quase 300 kmd e provas em sete maratonas pelos Estados Unidos e pelo Canadá. </p>
<p>Comecei no dia 13 de abril no pequeno Estado de Rhode Island na cidade de Narraganset, e terminei no dia 5 de maio passado na Maratona de Vancouver, no Canadá, uma das cidades mais bela do mundo. Pelo caminho tinha Indianápolis, onde vários pilotos brasileiros fizeram história, os 42 km ao ronco dos motores na capital mundial do automobilismo foram de arrepiar. A aventura americana continuou no Estado de Michigan, numa bela prova pelos famosos parques da cidade de Lansing.</p>
<p>A corrida mais divertida e alegre aconteceu em Nashville, capital do Tennesse, onde viveu Elvis Presley. Numa mistura de corrida e música pelo percurso da Rock’n Roll Marathon não restou dúvida de que o rei do rock continua bem vivo na alma dos americanos. Seguindo ao extremo dos USA, na fronteira com o Canadá uma prova festiva. Uma corrida em comemoração aos 10 anos de fundação da Marathon Maniacs, uma associação mundial de malucos por maratonas com sede em Seattle e filiados em todo o mundo. Sou um dos associados, com a matrícula MM1084, e é assim que me chamam por lá, como se fosse o número de um soldado em guerra, outra paixão destes gringos loucos. </p>
<p>Neste clima de festa, comemorei também minha 100ª maratona. Como nem tudo é alegria, tinha ainda a corrida mais assustadora de minha vida. Pela primeira vez na história, o terrorismo invadiu a pista de corrida na tradicional maratona de Boston. A explosão de duas bombas, logo após eu terminar a prova, que matou três pessoas e deixou mais de 200 feridos, virou comoção em todo mundo. Um dia para ser esquecido. Mas, enfim, é assim que dou mais vida à vida e a levo adiante. Em minhas corridas por aí, levo comigo amigos pelo mundo e experiências memoráveis. E ao voltar para casa, o sentimento que me leva: “A vida não é uma viagem para a cova com a intenção de chegar a salvo, num corpo bonito e bem preservado, mas sim aterrissar lá, derrapando, bastante usado, completamente gasto e poder proclamar bem alto: Ufa! Valeu a pena, que viagem!”.</p>
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		<title>Depois de Boston</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 11:42:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passados dez dias do atentado na maratona de Boston, na qual morreram três pessoas e quase 200 ficaram feridas, o assunto continua sendo destaque diariamente na TV Americana. Depois de Boston, já participei de duas outras maratonas pelo interior dos EUA e o tema “terror” é a principal conversa entre todos os corredores. Nesta semana, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passados dez dias do atentado na maratona de Boston, na qual morreram três pessoas e quase 200 ficaram feridas, o assunto continua sendo destaque diariamente na TV Americana. Depois de Boston, já participei de duas outras maratonas pelo interior dos EUA e o tema “terror” é a principal conversa entre todos os corredores. Nesta semana, estou quase 2 mil km longe do atentando, mas a tensão permanece por todo lado.<br />
No domingo passado corri uma maratona na cidade de Lansing, no Estado de Michigan. E nem mesmo minha inofensiva mochila em que carrego meus géis e suplementos em todas as provas escapou da rigorosa revista da polícia americana, antes de ir para o guarda volume no local da corrida. É a operação padrão pós-Boston promovida pelas autoridades do país. E tem mais novidade! Um minuto de silêncio, uma oração e o hino nacional, seguido por intensas palmas, é agora ritual protocolar orquestrado em qualquer corrida. Num país com a população extremamente patriota todos estão em festa com o “abate”, como dizem por aqui, e a captura do irmão terrorista. Um horror atrás do terror. Analisando essas manifestações, fico imaginando o carnaval quando capturaram o terrorista Bin Laden. Mas, vamos adiante, pois a atmosfera no mundo dos corredores sempre foi de alegria e paz. </p>
<p>Continuo por aqui na minha trajetória programada até o Canadá, correndo, divertindo-me e conhecendo lugares maravilhosos. A explosão das bombas, que pode ter manchado a magia da prova em Boston, não foi motivo para eu ficar em dúvida se continuaria ou não com minhas aventuras. Nem tive tempo para ficar indeciso, mesmo estando presente a poucos metros do local do atentado. Na verdade concluí que correndo iria ajudar a cicatrizar as feridas da tragédia mostrando que, apesar da dor, da tristeza e do medo esse esporte vai muito além das intrigas políticas e ilumina um pouco a escuridão que o terror traz. </p>
<p>No ambiente dos corredores não há bandeira de radicalismo de qualquer natureza. Portanto vamos correr. E correr é bom em qualquer lugar, seja na rua, no parque, no bairro ou qualquer canto do mundo. Não importa a distância pode ser 5, 10, 15 ou uma maratona. Até mesmo uma boa caminhada é melhor que ficar no sofá assistindo à TV. Então mexa-se!! Vem aí a corrida do Circuito Caixa etapa de Uberlândia. A prova acontece no próximo dia 11 de maio, para o corredor experiente e para quem pretende dar os primeiros passos. Participe !!</p>
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		<title>Terror na pista</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 11:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Boston, abril de 2013, esta seria uma viagem diferente. Estou nos Estados Unidos para fazer uma série de maratonas pelo país. O objetivo é fazer destas provas um treinamento de base para uma ultramaratona da qual participarei em junho na África do Sul. A maratona de Boston, tragicamente, realizada no dia 15 passado é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boston, abril de 2013, esta seria uma viagem diferente. Estou nos Estados Unidos para fazer uma série de maratonas pelo país. O objetivo é fazer destas provas um treinamento de base para uma ultramaratona da qual participarei em junho na África do Sul. A maratona de Boston, tragicamente, realizada no dia 15 passado é a segunda na sequência das sete provas que propus fazer aqui e no Canadá. Tenho um carinho especial por essa prova centenária, é a terceira vez que participo dela. Ela é uma das seis provas que integram o circuito World MarathonMajors, espécie de Copa do Mundo das maratonas. As outras são Tóquio, Londres, Berlim, Chicago e Nova York.</p>
<p>Boston é um santuário das corridas. Seria o Vaticano para os católicos, Meca para os muçulmanos. Já corri em várias partes do mundo e nunca vi nenhum corredor com atitudes de protestos radicais. O ambiente de corridas é de solidariedade e muita alegria. Mas, desta vez, o que seria para mim mais uma viagem de experiência e diversão se transformou em susto e um grande pesadelo. Um dia para ser esquecido. Foram duas explosões com mortes e muitos feridos que podem ter manchado a magia das corridas. Foi assustador, eu estava a poucos metros do local. Logo após cruzar a linha de chegada ficava a área de dispersão e, em seguida, os ônibus de guarda-volumes. Após retirar meus pertences e seguir para uma área reservada à espera de um amigo, que não conseguiu terminar a prova, pois a polícia fez um cordão de isolamento antes do final, ouvi as duas explosões, a primeira muito forte e, em seguida, uma um pouco mais fraca. Houve um pânico, ninguém sabia o que tinha acontecido, não sabia para onde correr e por que correr. Só me inteirei dos fatos quando recebi uma ligação do Brasil. O Metrô fechou, não tínhamos como sair. A polícia só mandava ficar no local. Na hora começaram a chegar muitos carros de polícia, bombeiros, ambulâncias e carros do FBI, parecia cena de filme. O terror se instaurou. Falavam em mortos e feridos, muita informação desencontrada. Cada vez mais chegavam carros da polícia, ambulâncias e bombeiros. Um pouco aliviado quando vi meu amigo chegando caminhando, triste com os acontecimentos e sem a medalha de conclusão. O tumulto na região era generalizado, só consegui pegar o carro, que deixei em um estacionamento próximo, no período da noite.  </p>
<p>A sensação de ver de perto um tipo de violência que só costumamos ver pela televisão é assustador. Quando a gente está longe, não tem noção. De perto, vê o medo, a insegurança e o quanto isso mexe com a nossa autoestima.  Mas vamos adiante, é vida que segue !!!</p>
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		<title>A maratona !! Por que não ?</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Apr 2013 11:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia, olhando um álbum vi duas fotos antigas de provas das quais participei com alguns amigos. Em uma da Nike, em São Paulo, quase 25 mil pessoas agrupadas para correr 10 km. E uma foto da largada da Maratona de Nova York. O mar de gente é o mesmo. A diferença é o intangível, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia, olhando um álbum vi duas fotos antigas de provas das quais participei com alguns amigos. Em uma da Nike, em São Paulo, quase 25 mil pessoas agrupadas para correr 10 km. E uma foto da largada da Maratona de Nova York. O mar de gente é o mesmo. A diferença é o intangível, o que está por trás daqueles rostos daquelas pessoas, dos amigos que participam pela primeira vez. No evento de 10 km, cuja premissa é a inclusão de novos adeptos, você olha para o lado e vê a ansiedade de quem está estreando. Uma prova relativamente curta, que serve como porta de entrada para a maioria. Na maratona não. A ansiedade pode até ser a mesma, mas todo mundo que está correndo ao seu lado tem uma história comprida. Alguns iniciantes na modalidade, mas com uma bagagem em corridas. Tem os que querem baixar tempo, que carregam um currículo de anos, outros apenas querem vencer mais um desafio. Na largada da Maratona de Nova York, ao som da música “New York”, com Frank Sinatra, vi uma japonesa ao telefone emocionada, aos prantos, possivelmente, falando com algum parente no outro lado do mundo. Há uma autenticidade naquilo tudo que contagia. Qualquer maratona, grande ou pequena, invoca esse sentimento. Seja qual for o ângulo que se olhe, não há aventura não pensada na maratona. Muita preparação e a necessária adaptação progressiva do organismo para suportar as exigências da prova. Correr os 42.195 metros de uma maratona já foi considerado como o maior limite da resistência do ser humano. O significado quase místico dessa prova originou-se com a desventura do soldado grego que morreu após percorrer tal distância. Mas, nas últimas décadas, correr uma maratona deixou de ser uma prerrogativa dos heróis para se tornar um desafio ao alcance da grande maioria dos indivíduos saudáveis, mesmo que de idade já mais avançada. Essa afirmação pode parecer um tanto exagerada, porém, existem inúmeros exemplos que fortalecem esse ponto de vista. Um dos casos mais convincente é o de um americano que foi submetido a um transplante cardíaco e após um período de reabilitação e treinamento tornou-se capaz de completar a Maratona de Chicago! Vale destacar que o doador do coração não era nenhum maratonista! O que parecia ser o limite extremo do homem na época da Grécia Antiga, hoje, adquire outra dimensão quando se vê nas grandes maratonas quase 50 mil pessoas inscritas. E ainda sobre as fotos antigas, muitos daqueles amigos apreensivos com os 10 km hoje são experientes e orgulhosos maratonistas.</p>
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		<title>No caminho da África</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Apr 2013 10:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[São cinco da matina de um outono reluzente, olho pela janela, por onde o dia começa a invadir minha privacidade, as costelas fraturadas estão quase refeitas, é hora de mais um treino. Afinal, tenho bons desafios pela frente. No dia 2 de junho, uma prova radical na África do Sul, serão 89 km na mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São cinco da matina de um outono reluzente, olho pela janela, por onde o dia começa a invadir minha privacidade, as costelas fraturadas estão quase refeitas, é hora de mais um treino. Afinal, tenho bons desafios pela frente. No dia 2 de junho, uma prova radical na África do Sul, serão 89 km na mais famosa ultramaratona do Mundo na cidade de Durban. A prova se chama Comrades, lá estarão outros amigos que comemoram comigo a 100ª maratona. Grandes guerreiros: Anamélia, João Evangelista, João Nunes, Regis Lemes, Marcos Fernandes, Amorim, Fernando Martins e Áureo indeciso com uma lesão. Juntos muitos quilômetros rodados e conquistas realizadas. Mas, antes, tenho outro desafio também radical. Entre os dias 13 de abril e 5 de maio, tento concluir sete maratonas nos EUA e no Canadá, que servirão de base para o desafio africano. É assim que consigo dar vida à vida, correndo como um trem rumo às estrelas, trazendo em seus vagões provas memoráveis, que eternizam em minha mente. Começo em Narragansett no pequeno Estado de Rhode Island, dois dias depois é a vez da especial Maratona de Boston, numa segunda-feira, dia 15, feriado nacional. Fiz esta dobradinha em 2012. É minha terceira vez em Boston, tenho orgulho desta prova centenária que completa 117 anos. Depois sigo rumo a Indianápolis, na terra do automobilismo corro num sábado e no domingo mais 42 km na bela cidade de Lansing no Estado de Michigan. Mais um teste de fogo em duas maratonas consecutivas dias 20 e 21 num abril de muita adrenalina. Resistir é preciso, pois, na África, serão 89l km, mais de duas maratonas na mesma prova. Mas, enfim, quando minhas pernas sentirem a fadiga dominar e baixarem o ritmo de passada, é só respirar fundo. Sigo em solo americano, é hora de lembrar que Elvis não morreu. A 5ª etapa desta minha saga acontece no dia 27 de abril na cidade de Nashville no Tennessee onde viveu o astro do rock. E para homenageá-lo foi criado o circuito Run Rock’n Roll, uma série de maratonas pelo mundo, e a etapa principal é na cidade do rei do rock. Depois, eu conto detalhes. As luzes de abril que teimam em passar pela minha janela trazem as cores de um tempo que confunde passado e futuro, mas traz também vida no presente. É assim que o trem da esperança que transporta saúde e energia me empurra para frente. A última parada também será em dose dupla, dias 4 e 5 de maio, nas cidades de Seattle e na bela Vancouver no Canadá, mais uma dobradinha e voltar para casa de alma lavada. É o fim das sete maratonas em 23 dias, quase 300 km de provas. Que seja assim, concentrado e confiante. E que venha a África, para que eu possa escrever mais uma página de minha história na corrida.</p>
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		<title>Superação</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 10:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ele devia ter uns 40 e poucos anos, era forte, com físico e aspecto de atleta. Talvez ele tenha sido um esportista que, após a perda de uma perna, passou a se colocar novos desafios. Vi esse homem correndo de muletas em uma dessas maratonas que fiz por aí. A prova em si já não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele devia ter uns 40 e poucos anos, era forte, com físico e aspecto de atleta. Talvez ele tenha sido um esportista que, após a perda de uma perna, passou a se colocar novos desafios. Vi esse homem correndo de muletas em uma dessas maratonas que fiz por aí. A prova em si já não tem mais importância, exemplos assim ficam acima da minha paixão pela corrida. Enquanto corria, vi esse corredor sem uma das pernas correndo sem o auxílio de próteses. Não é raro ver esses exemplos de superação nas corridas, mas aquele corredor chamou especialmente minha atenção. Fiquei impressionado com o fato de ele completar uma maratona não com a ajuda de uma perna de carbono – o que já é bastante desafiador – e sim na raça, com um par de muletas. Eu que tenho dificuldade de treinar até com a chave do carro na mão, fiquei pensando no tamanho do desafio que ele se impôs. Não sei se você já passou por alguma experiência similar. Mas quem algum dia precisou andar de muletas, sabe a dificuldade em se locomover míseros metros. Nem imagino o grau de dificuldade de correr uma maratona dessa forma, afinal são 42 km. Até hoje fico arrepiado ao me lembrar dessa cena e ao perceber como nossa mente é forte. Quando é bem trabalhada para alcançar algum objetivo, ela é insuperável. Já vi muitos exemplos neste mundo das corridas. Pessoa que virou maratonista depois de perder até mais kg que seu peso atual. Outros que, além de sobrepeso, eram fumantes e totalmente sedentários e que mudaram a vida correndo. Tem gente que encara esse desafio para homenagear um parente ou amigo que faleceu, outros correm com a foto da pessoa amada estampada na camiseta. No Brasil, não é tão disseminado, mas lá fora é comum correr para angariar fundos para crianças com câncer, pessoas com diabetes e muitas outras causas nobres. Quando vejo mais de 20 mil corredores concluindo uma prova, fica claro para mim que temos ali mil histórias de superação. Algumas delas nos chamam mais a atenção, como a do homem correndo de muletas, e nos faz pensar sobre a força do ser humano e o quanto todas essas pessoas estão de alguma forma, superando-se. Tendo a cena daquele homem na mente, se você ainda está pensando se é ou não capaz de correr e mudar sua vida, eu posso garantir: se quiser mesmo, se dedicar e procurar os caminhos certos, você vai conseguir. Basta um pouco de disciplina e força de vontade.</p>
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		<title>Treinador no bolso</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Mar 2013 10:55:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A cada dia fica mais fácil correr. Você que já é um corredor ou pretende virar um pode ter até um treinador ao alcance do seu bolso. Com a febre de smartphones, surgiu o boom de aplicativos que auxiliam atletas iniciantes e avançados em tempo integral. Medidores de distância, de velocidade média, contadores de passos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cada dia fica mais fácil correr. Você que já é um corredor ou pretende virar um pode ter até um treinador ao alcance do seu bolso. Com a febre de smartphones, surgiu o boom de aplicativos que auxiliam atletas iniciantes e avançados em tempo integral. Medidores de distância, de velocidade média, contadores de passos, mapas. A oferta não tem limites. Os aplicativos permitem que você varie seu treino e controle a intensidade, o volume e o percurso. É possível construir até planilhas de treinamentos. Os melhores são aqueles que monitoram treinos, fornecendo dados como ritmos parcial, médio e distância percorrida. Muitos deles trabalham com o sistema de GPS do smartphone e, assim, o atleta não precisa comprar um frequencímetro com essa tecnologia. Para usar um destes treinadores em seu aparelho é muito fácil, pois são autoexplicativos. Confira alguns:</p>
<p>Runkeeper &#8211; É um dos mais populares aplicativos de corrida do mundo. Possui GPS, além de fornecer estatísticas em tempo real, como velocidade, tempo, altimetria e distância percorrida. Ele oferece também comparações de desempenho de outros usuários com seu próprio histórico. O conteúdo se adapta a diferentes modalidades esportivas, como corrida, caminhada e bicicleta.</p>
<p>Runtastic &#8211; Permite uma composição de treino personalizada, pois se baseia em dados como idade, peso e altura. A aba “History” armazena dados de todos os treinos anteriores, possibilitando fácil comparação. Você pode compartilhar seus resultados com sua rede de amigos, baixando os dados no Facebook.</p>
<p>Endomondo – Conecta-se com o sistema de GPS do seu smartphone e armazenam todas as suas corridas e as rotas percorridas. Também conta as calorias queimadas e permite fácil comparação com os treinos passados. Fornece feedbacks sonoros do seu treino, com dados como distâncias e velocidades, de tempos em tempos. Você ainda pode salvar os dados no site do aplicativo, que serve como fórum de debate.</p>
<p>Cardio Trainer – O aplicativo permite monitorar todos os treinos, fornecendo dados como distância percorrida, número de calorias gastas, velocidade média e o tempo do percurso. O Cardio Trainer também envia recados sonoros para os usuários, além de possuir contador de passos. Tem ainda a função “Autopause”, que suspende temporariamente o treino quando o usuário para de se movimentar. Escolha o seu, mas lembre-se: nada substitui a orientação de um bom profissional.</p>
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		<title>Tem cerveja na corrida</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Mar 2013 11:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitos corredores passam por um verdadeiro dilema nos fins de semana: tomar ou não uma cervejinha? Se você é daqueles que não dispensa a “loira”, não precisa se preocupar. A bebida preferida dos brasileiros acaba de ganhar o aval da ciência, que liberou o seu consumo para os atletas. Além de matar a sede e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos corredores passam por um verdadeiro dilema nos fins de semana: tomar ou não uma cervejinha? Se você é daqueles que não dispensa a “loira”, não precisa se preocupar. A bebida preferida dos brasileiros acaba de ganhar o aval da ciência, que liberou o seu consumo para os atletas. Além de matar a sede e relaxar, a cerveja ajuda na recuperação após a prática de atividade física. A afirmação é do Conselho de Investigações Científicas da Espanha, num estudo que defende o consumo moderado da bebida como fonte de hidratação. Eles garantem que os componentes da cerveja ajudam na recuperação do sistema de defesa do organismo e na prevenção de dores musculares. Tomar cerveja, durante e depois das maratonas, não é nenhuma novidade na Europa. De todas as corridas que já participei no Velho Continente só não vi cerveja na prova de Londres, mas em Berlim, Colônia, Munique, Atenas, Porto, Paris e Rotterdan, a “geladinha”, ops, a cerveja lá é servida “quente” e à vontade logo após cruzar a linha de chegada. Como não temos este hábito nas corridas por aqui, a novidade foi “um prato cheio”, para alguns amigos maratonistas de Uberlândia, que estavam presentes em solo europeu. Vou preservar os nomes para não expor os colegas bons “goles” e dedicados nas pistas. Assim como eu que não sou adepto, é possível que muitos corredores fiquem com o pé atrás para o fato de a cerveja ser um bom hidratante, porque, afinal, ela é diurética. A verdade é que ainda não se sabe ao certo qual quantidade de álcool começa a afetar a diurese. Quando o organismo está desidratado, a principal exigência para manter o equilíbrio fisiológico é recuperar o nível de hidratação anterior, afirmou os estudos. Assim o possível efeito do álcool na diurese tem um papel secundário de uma hidratação adequada. Baseado nisso, a hipótese é que o consumo baixo a moderado depois do exercício não é prejudicial nem afeta a reidratação das pessoas que são consumidoras habituais de cerveja. Os estudos concluem ainda que a cerveja poderia ser uma bebida alternativa aos sports drinks depois do treino, desde que para adultos habituados a consumi-la. Tenho um amigo sedentário que brinca que não faz exercícios com medo da atividade física desviar o seu prazer pela “gelada”, agora, sim, acredito que haverá um bom motivo para ele e outros adeptos encontrarem o estímulo que faltava.  </p>
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		<title>Troca-troca na Ilha</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Mar 2013 10:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[treinos e metas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vem aí mais um troca-troca na corrida! Calma, não é dança das cadeiras nem qualquer outra imaginação. A corrida de Revezamento Volta à Ilha é uma prova com proposta clara e objetivos nobres: divertir-se com a turma, testar os limites e incorporar uma rotina saudável longe do asfalto. Eleita a melhor e mais bonita corrida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vem aí mais um troca-troca na corrida! Calma, não é dança das cadeiras nem qualquer outra imaginação. A corrida de Revezamento Volta à Ilha é uma prova com proposta clara e objetivos nobres: divertir-se com a turma, testar os limites e incorporar uma rotina saudável longe do asfalto. Eleita a melhor e mais bonita corrida da modalidade, a Volta à Ilha, em Florianópolis, será realizada no próximo dia 20 de abril num percurso de paisagens maravilhosas. São 150 km em equipes se revezando com até 12 pessoas, num dia inesquecível, atravessando praias, estradas, dunas, trilhas e morros num verdadeiro abraço na Ilha. O atleta pode escolher o trecho e a distância desejada em consenso com seu grupo, assim a prova se torna uma brincadeira coletiva. A integração e as histórias individuais de superação se misturam às piadas com amigos em meio a belas paisagens.<br />
A prova surgiu em 1996 e vem conquistando cada vez mais corredores. É preciso muita sorte para se inscrever. Os participantes são submetidos a um concorrido sorteio com meses de antecedência. Mas, a turma de Uberlândia, que, em 2013, comemora o 10º ano consecutivo de participação, tem vaga garantida. Esta assiduidade dos mineiros, liderada pela atleta Maria Eunice, garante a eles a vaga permanente de forma exclusiva. A organização criou regras para dar preferência a quem corre o revezamento anualmente. Ao completar seis anos seguidos de prova, a equipe ganha uma vaga garantida nas próximas edições. Com esta regra, até mesmo pelo sorteio está ficando cada vez mais difícil conseguir uma inscrição. Neste ano, a proporção está em sete para um, ou seja, a cada sete equipes, apenas uma foi sorteada.<br />
Apesar da integração, vale observar alguns cuidados para que o momento da prova seja realmente prazeroso, a começar pela escolha dos atletas e o trecho escolhido para cada um. Além daqueles mais descontraídos, interessados na folia, há aqueles concentrados na performance. Acho importante ter uma equipe com corredores conhecidos, para facilitar a estratégia na hora de definir os trechos. Além do objetivo de cada corredor, é interessante que a equipe leve em conta o nível de condicionamento de cada atleta, colocando os menos preparados no início do revezamento. O desgaste é menor em função do clima mais fresco, do menor tempo de espera e da menor pressão por comparações. Outros caminhos me levaram a esta prova, que iniciei há dez anos. Boa corrida e boa diversão a todos! </p>
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		<title>Calendário inoportuno</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2013 10:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nilson Paulo de Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[treinos e metas]]></category>

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		<description><![CDATA[A Maratona Internacional de São Paulo, principal prova da modalidade do país, surpreendeu os corredores e alterou a data da realização a poucos dias da 19ª edição. Os corredores da cidade que estavam inscritos nas modalidades de 10, 25 e 42 km da prova, muitos inclusive com passagem aérea e hotéis reservados, ficaram indignados. A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Maratona Internacional de São Paulo, principal prova da modalidade do país, surpreendeu os corredores e alterou a data da realização a poucos dias da 19ª edição. Os corredores da cidade que estavam inscritos nas modalidades de 10, 25 e 42 km da prova, muitos inclusive com passagem aérea e hotéis reservados, ficaram indignados. A competição que estava programada inicialmente para o próximo dia 28 de abril foi transferida para o dia 6 de outubro. Na mesma data acontece também a Maratona de Buenos Aires, a maior da América Latina, que recebe todos os anos muitos brasileiros. A insatisfação dos corredores faz sentindo, pois, além das despesas com viagem já assumida, a prova faz parte do calendário anual de muitos corredores que se programam com antecedência. A turma que mais frustrou com o anúncio do cancelamento são aqueles que já estavam em pleno ritmo de treinamento. São atitudes assim, que fazem com que nossas provas continuem sempre tão modestas e desconhecidas do grande público. Só pra ficar em nosso continente, em 2012 com quase 20 anos de existência, a Maratona de São Paulo, com televisão e tudo, contabilizou apenas 2.342 concluintes. Enquanto isso, no mesmo ano, a Maratona de Buenos Aires em sua 10ª edição teve 8.135 corredores, quase quatro vezes a mais. Torna-se ainda mais inexpressiva ao compararmos com as grandes provas mundiais. A centenária Maratona de Boston com 30 mil participantes é disputada sem interrupção desde 1897 no feriado do Dia do Patriota. Na prova de Nova York, criada em 1970, são 45 mil corredores com a largada pontualmente às 10h47min, no primeiro domingo de novembro, o que só não ocorreu no ano passado devido ao furacão Sandy. A Maratona de Chicago é realizada todo mês de outubro desde 1983. As 45 mil vagas para 2013 disponibilizadas na internet na semana passada se esgotaram em poucas horas, consegui me inscrever depois de três anos tentando. Também as maratonas de Berlim, Londres, Paris e Tóquio, com 40 mil inscritos, cujos percursos integram os principais pontos turísticos da cidade, são realizadas todos os anos com calendário definido. </p>
<p>De acordo com os organizadores da Maratona de São Paulo, a mudança desta vez ocorreu devido às obras do monotrilho para atender aos eventos do calendário internacional que acontecem no país como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. É difícil entender tal surpresa, já que estes eventos não são novidades há muito tempo. </p>
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