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1/09/2013 9:04

Enchentes ainda são desafio para a avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia

Editor

Quem mora em Uberlândia sabe que, para ir de uma região a outra da cidade, muitas vezes precisa utilizar duas das vias arteriais mais conhecidas e movimentadas da cidade, as avenidas Governador Rondon Pacheco e João Naves de Ávila. Ambas passaram, nos últimos anos, por melhorias, com estruturação para conter as águas das chuvas, no caso da Rondon, e com o intuito de facilitar o transporte, na João Naves, como a instalação de estações de ônibus feita na década de 1990.

Enchentes ainda são desafio para a avenida Rondon Pacheco

Uma das obras de melhoria feitas nos últimos anos em Uberlândia foi a construção do viaduto na avenida João Naves sobre a Rondon Pacheco (Foto: Paulo Augusto)

Estas ações e outras realizadas na cidade, como a construção dos viadutos no cruzamento das avenidas Rondon e João Naves e na avenida Nicomedes, por exemplo, e as ampliações da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), fazem parte de uma série de obras que visaram reforçar, nos últimos 25 anos, a infraestrutura da cidade, que completa hoje 125 anos de fundação. Mas, para o coordenador da Regional Triângulo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), Omar Felipe Lelis, ainda são necessárias, para os próximos anos, mais melhorias e construções em áreas da cidade para se evitarem repetições de problemas, como as enchentes na avenida Rondon Pacheco.

Segundo Lelis, o problema na Rondon pode ser amenizado ou até solucionado, caso seja implantado um sistema de escoamento, como bolsões, em outros pontos de Uberlândia, entre eles o bairro Santa Mônica, na zona leste. O objetivo dessa estrutura é impedir que a água das tempestades desça de forma afunilada dos bairros para a via, que é fundo de vale, podendo oferecer benefícios para os próximos 25 anos. “O problema é que a água vem principalmente de dois pontos, as avenidas Segismundo Pereira e Anselmo Alves, acumulando na Rondon nestas direções. Com os bolsões, parte dessa água seria retida e não chegaria concentrada à Rondon, que, hoje, comporta até 210 mm, se bem distribuídos”, afirmou.

Os bolsões, ainda de acordo com Lelis, poderiam evitar a ocorrência de enchentes como a que ocorreu no dia 29 de maio deste ano. Mais intensa do mês de maio em 30 anos de medição da Estação de Climatologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a tempestade provocou caos na cidade, fazendo com que dezenas de carros e motos fossem arrastados e ficassem destruídos em vários pontos da cidade. Com 120 mm, a precipitação também inundou duas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) e derrubou cerca de 100 árvores.

Sistema de escoamento integra caderno de soluções

A indicação de implantação de um sistema de escoamento, como bolsões, em Uberlândia, a ser feita próximo da avenida Rondon Pacheco, foi realizada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) neste ano. Presente em um caderno técnico com problemas existentes no município enviado para as instituições públicas responsáveis legais pelas resoluções, a proposta da construção da estrutura ajudaria a reduzir as enchentes, segundo o coordenador da Regional Triângulo do Crea-MG, Omar Felipe Lelis.

Enchentes ainda são desafio para a avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia

Para conter as águas da chuva, Omar Lelis sugere a construção de bolsões em áreas como o Santa Mônica (Foto: Cleiton Borges)

O documento, elaborado pelo órgão com a ajuda de especialistas dos setores, foi finalizado no 4° Encontro Regional de Políticas Públicas e Corresponsabilidade Social, em Uberlândia, em março. No caderno técnico também estavam ideias para solucionar problemas enfrentados pela cidade em áreas como rodovias e urbanismo.

Viadutos construídos visam melhorar o trânsito

Nos últimos anos, uma série de investimentos foi feita em ações para reforçar a infraestrutura em Uberlândia e tentar melhorar o trânsito. Entre eles, está o investimento de R$ 46 milhões, aplicados desde 2008, em obras de contenção das águas da chuva na avenida Rondon Pacheco e no entorno, na zona leste e setor central da cidade. E, em 2013, mais R$ 2,8 milhões gastos pela administração municipal atual para recuperar a via, uma das mais destruídas pela chuva e enchente registradas no fim de maio.

Enchentes ainda são desafio para a avenida Rondon Pacheco, em Uberlândia

Ligação da zona sul ao Centro da cidade, o viaduto da av. Nicomedes foi liberado em setembro de 2012 (Foto: Cleiton Borges)

Outro investimento foi feito na construção do viaduto na avenida Nicomedes Alves dos Santos, que liga o Centro da cidade e os bairros da zona sul. A construção da estrutura, que ficou pronta e teve o tráfego liberado em setembro de 2012 e, dois meses depois, precisou de reparos na pista devido a infiltrações, durou 11 meses e custou aproximadamente R$ 9,8 milhões.

E considerado um dos símbolos de Uberlândia, o viaduto na avenida João Naves de Ávila sobre a avenida Rondon Pacheco foi uma das principais obras nesta via, que liga o Centro da cidade a bairros das zonas leste, como Santa Mônica, e sul, como Santa Luzia. Com investimento de R$ 24 milhões, ele teve o trânsito liberado no dia 10 de fevereiro e 2012, após 19 meses de obras.

Chamado de viaduto Pastor José Braga da Silva, ele conta com três faixas de circulação de veículos em cada sentido, sendo uma exclusiva para ônibus. Ao todo, são 235 m de extensão e 22,2 m de largura. Embaixo das pistas do viaduto foram construídos dois retornos, nos dois fluxos da avenida João Naves, com 4,5 m de altura.

Comentários (3)

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  1. Edynara disse:01/09/13 10:54

    tbm tem q fazer limpeza periodica nos bueiros, q pelo q vejo estao todos entupidos com lixo e areia, sem contar q epoca de chuva sao focos de mosquitos e coomo tem viu??.

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  2. Emerson disse:01/09/13 14:02

    Pessoal acorda é por isso que o problema nunca vai ser resolvido!! O problema não é a Av. Rondon Pacheco, e sim a rede de captação pluvial no entorno da avenida, são dezenas de bairros com rede de drenagem projetadas para a metade da atual população. É só observar não existem boca de lobo para captar as águas superficiais principalmente a montante da avenida. E o que a maioria esquece é que a referida avenida foi construída sobre um córrego cuja bacia hidrográfica drena uma porção territorial considerável e em expansão da cidade. E para os administradores locais é mias viável consertar os estragos do que realizar obras que verdadeiramente minimizariam os impactos conhecidos por nós uberlandenses.

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  3. Severo Gomes disse:02/09/13 9:31

    Para corrigir planejamento inadequado, o pensamento é sempre mais obras. Invista em arborização pesada, passeios e pisos permeáveis, quintais reflorestados, ampliação de praças e parques que esse problema acaba ou diminui, contribuindo ainda para termos uma cidade verde versus a cinzenta que aí está.

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